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Diretor Halder Gomes apresenta longa 'O Shaolin do Sertão'

Ele precisou adiar o lançamento por anos para adquirir experiência, também defende que a película é universal

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postado em 20/10/2016 07:30 / atualizado em 20/10/2016 09:51

Rebeca Oliveira /

Downtown Filmes/Divulgação


A proposta era ousada até mesmo para seu realizador: um filme inspirado nas fitas de VHS de lutas chinesas, mas com uma cidade —  e herói — cearense como pano de fundo. Subvertendo todas as lógicas da indústria, Halder Gomes, mesmo diretor de Cine Holliúdy (2012), não apenas colocou a ideia em prática como lançou O Shaolin do Sertão em algumas cidades do Ceará antes de disponibilizá-lo em circuito nacional, a partir de quinta-feira (20/10).

O que parecia loucura se mostrou uma estratégia acertada. A comédia que conta a história do padeiro Aluzío Liduíno (ou Aluzío “Lee”, como prefere ser chamado em cena o ator Edmilson Filho), que se confunde com a de Halder, estreou na décima posição na lista dos filmes mais assistidos do fim de semana. Foram mais de 40 mil ingressos vendidos na pré-estreia, segundo a consultoria ComScore.



Ponto para o município de Quixadá, onde se passa a trama ambientada em 1982. “Demos uma pêia no Tom Hanks”, brinca o ator brasiliense Eduardo Cintra. Na trama, ele é Luizão Trinta Testa, um personagem que dá a virada — para o bem e para o mal — na trajetória do protagonista.

Amigo de Halder Gomes desde a década de 1990, Cintra conta que ele, o diretor e o Edmilson são praticantes de taekwondo. Os três se conheceram em competições nacionais. É dessa vivência com a luta que nasceu a inspiração para o longa, com a pegada oitentista e saudosista.

Cordel

Para Marcos Veras — o “vilãozinho” Armandinho —, a boa estreia da película, mesmo antes de entrar na briga em todo o país, se dá por uma identificação nacional com o Nordeste. Pessoas que, distante da xenofobia que marcaram alguns ataques nas redes sociais, abraçam a cultura nordestina como suas. “Há uma magia que conversa com a literatura do cordel e que só acontece por lá. Apesar disso, não é um filme feito apenas para cearenses. São personagens completamente identificáveis”, conta o ator e comediante carioca. Para disfarçar o sotaque puxado, Veras mirou na memória afetiva e se pautou pelo linguajar dos pais cearenses.

Clique aqui e confira as sessões do filme

Halder Gomes, que precisou adiar o lançamento de O Shaolin do Sertão por anos para adquirir experiência, também defende que a película é universal, embora ambientada no interior do estado nordestino. “É um filme muito aberto quando se olha a quantidade de filmes de artes marciais já feitos. Estamos contando uma história que poderia acontecer em Hong Kong, e se alguém de lá assistisse, não acharia nada regional”, destaca.

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