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Conheça locais bombados e com música ao vivo na Asa Norte

Mesmo em tempos de intolerância, o lado norte da cidade permanece fervilhante. Conheça os locais que continuam a oferecer música ao vivo e diversão para celebrar a vida

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postado em 30/10/2016 07:30 / atualizado em 28/10/2016 17:31

Arquivo Pessoal/Divulgação

Brasília é uma cidade onde se verifica uma forte ação contra o hábito de as pessoas se reunirem em bares e restaurantes para discutir cultura, festejar datas, acontecimentos ou simplesmente curtir a amizade. Não faltam razões para isso. Vão desde o ranço do traço burocrático que insiste em caracterizá-la ao impedimento provocado por leis rigorosas — como a do silêncio —, que ultimamente têm afastado muita gente desses estabelecimentos comerciais.

Mas, ainda há salvação. Pelo menos numa parte do Plano Piloto, talvez por acolher uma população mais jovem, a boemia é vivenciada como deve ser — em sua plenitude. Na transgressora Asa Norte, mesmo em tempo de tanta intolerância, há lugares sempre abertos para acolher quem se dispõe praticar o salutar exercício do bate-papo e da celebração da vida. E há ainda os que oferecem uma trilha sonora para que isso ocorra de forma mais leve.

Em várias quadras, a música ecoa, vinda de pequenos palcos colocados à disposição de cantores, instrumentistas, grupos e bandas — até de poetas. Muitos deles retiram dali o pão de cada dia, ao levar arte e entretenimento para os ouvintes e espectadores. O Correio mapeou os locais onde diferentes gêneros musicais podem ser apreciados durante toda a semana.



Chão de Estrelas (302 Norte)
Um mix de samba, forró, pop rock e sertanejo universitário é interpretado por Rosângela (voz), Agnaldo (teclados e voz) e Dinho (violão), o Trio DDR às quintas-feiras, a partir das 21h, no subsolo do bar e restaurante. “Em nossas apresentações, ninguém fica parado”, diz Agnaldo. Couvert artístico de R$ 25. Não recomendado para menores de 18 anos.


Bruno Pinheiro/Divulgação

Armazém do Ferreira (202 Norte)
Há nove anos, o grupo Candanguero anima os frequentadores da casa do Grupo Jorge Ferreira às sextas-feiras, do meio-dia às 15h, e aos sábados, das 13h às 18h, tocando predominantemente samba e choro. “Levamos o melhor da música brasileira ao público” anuncia Diego Considera, do grupo Candangueros . Couvert artístico R$ 6, às sextas, e R$ 10, aos sábados. Classificação indicativa livre.

Arquivo Pessoal/Divulgação

Nossa Cozinha Bistrô (402 Norte)
O Maúna Trio toca choro, samba, bossa nova e ritmos nordestinos, aos sábados, a partir das 20h30. “Cumprimos temporada há um ano no bistrô, onde nossa música tem muitos apreciadores”, comemora o percussionista Gabriel Tomé, que forma o grupo com Tiago Tunes (bandolim) e Victor Roman (violão). Não há cobrança de couvert artístico. Classificação indicativa livre.

Arquivo Pessoal

Birimbau Brasil (103 Norte)
O restaurante, que tem a culinária baiana em destaque, oferece uma programação musical variada aos frequentadores. Carol Nogueira é uma das atrações. “A música e a culinária são os diferenciais do Birimbau”, afirma Jomilton Costa, o proprietário da casa. Couvert artístico: R$ 7. Não recomendado para menores de 18 anos.

Nosso Mar (115 Norte)
A música é tão importante para o bar e restaurante do final da Asa Norte que no momento vem promovendo uma série de shows para lançar o CD O Cerrado virou Nosso Mar, com a participação de vários cantores e músicos brasilienses, às 21h, em seu espaço cultural, no subsolo. O grupo Toque de Salto (foto) é uma presença constante. O couvert artístico é de R$ 15. Não recomendado para menores de 18 anos.

Richard de Assis/Divulgação

Fulô do Sertão (404 Norte)
Há 10 anos, ritmos nordestinos e a MPB de qualidade dão o tom nesse restaurante de sotaque regional. Diretor artístico do lugar, Edson Lima tem produzido shows de artistas de diferentes segmentos da cena brasiliense, como a cantora Célia Rabelo, o Trio Saculejo e a banda Zabumbazul. “Aqui, temos um público cativo”, destaca Lima. O couvert artístico é de R$ 10. Classificação indicativa livre.

 Rebeca Dourado/Divulgação

Feitiço Mineiro (306 Norte)
“Amanhã, fechamos a programação comemorativa dos 27 anos do Feitiço com Na aba do meu chapéu (foto), roda de samba comandada por Breno Alves, Clara Nogueira e Carla Sangueleti ”, adianta o produtor artístico Jerson Alvin. O couvert artístico varia entre R$ 20 e R$ 30. Não recomendado para menores de 16 anos.

Armazém do Mineiro (210 Norte)
Shows de voz e violão com a cantora Nani Barros, às quintas-feiras, às 19h e do grupo Samba da Silva (foto), aos sábados, a partir das 14h, chamam atenção no bar. “Tocar no Armazém do Mineiro tem sido uma experiência muito interessante”, conta o dublê de publicitário e cantor Alex Silva. O couvert artístico é de R$ 8. Classificação indicativa livre.


Bar da Val (407 Norte)
Do forró pé-de-serra do trio Três Marias, às segundas-feiras, a partir das 19h, à roda de samba comandada pelo grupo Liberdade de Sonhar (foto), aos sábados, é bem diversificada a programação. O ator Murilo Grossi costuma aparecer para se juntar a Jaime Ernest Dias (violão), Marcelo Lima (bandolim) e Garrincha (pandeiro e vocal). O couvert artístico é de R$ 7. Classificação indicativa livre.

Renato Raphael/Divulgação

Pinella (408 Norte)
Numa quadra em que é expressiva a presença de jovens universitários, o Pinella apresenta shows com o Trio Bejazz (foto), formado por Bruno Gafanhoto (bateria), Eudes Carvalho (guitarra) e Daniel Castro (contrabaixo acústico), às terças-feiras; e de MPB, às quartas-feiras. O início é às 19h. Clara Nogueira é a atração da próxima quarta. O couvert artístico é de R$ 10. Não recomendado para menores de 18 anos.



Kabanas (115 Norte)

Quinzenalmente, o Kabanas promove uma roda de samba, na feijoada de sábado. Quem já passou por lá, dando canja, foi Ângela Regina (foto), cantora que faz parte da história da música em Brasília. “Tanto o nosso samba quanto nossa feijoada são de muita qualidade. Até o dançarino carioca Carlinhos de Jesus já esteve aqui”, lembra o dono, Jadyson Caiado. O couvert é de R$ 10. Classificação indicativa livre.


Café Savana (116 Norte)

Há dois anos, o Café Savana incorporou música ao vivo ao seu cardápio. Às sextas-feiras, às 20h, o palco da casa tem recebido cantores e músicos de destaque, como a cantor Gisa Pithan (foto). “Há sempre um bom intérprete de MPB fazendo shows aqui e o público adora”, comemora o proprietário da casa Marcelo Melo. O couvert artístico é de R$ 5. Classificação indicativa livre.

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