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Guns N' Roses desembarca hoje em Brasília

Turnê no Brasil foi marcada por apresentações que conquistaram e emocionaram o público

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postado em 20/11/2016 07:45 / atualizado em 20/11/2016 15:15

Alexandre de Paula - Especial para o Correio /

Arquivo Pessoal/Divulgação

Foram mais de 20 anos desde a última turnê que Axl Rose, Slash e Duff McKagan fizeram juntos. O inesperado retorno em 2016 reservou espaço para cinco cidades brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. A capital, inclusive, encerra a passagem da banda pelo país, hoje, com o show no Estádio Nacional Mané Garrincha.

Depois de tanto tempo e de tantas tretas entre os integrantes, havia medo de que as apresentações não agradassem muito. O que se viu,  até agora, foi o delírio de um público que, apesar de já estar ganho, se emocionou com o impacto de assistir ao Guns N’ Roses ao vivo.

Mesmo que longe da velha forma, Axl Rose conseguiu encontrar uma maneira de manter a efusiva presença de palco e a voz característica (ainda que não seja mais a mesma). Depois de algumas apresentações pífias anos antes, inclusive em Brasília, o vocalista achou vez um jeito de reconquistar a voz e a força no palco, o que já era possível notar com as últimas apresentações dele ao lado do AC/DC.

Carismático, Slash segue apostando nos solos com melodias muito marcantes, que o fizeram se tornar um dos guitarristas mais amados de todos os tempos pelo público. Mesmo sem interagir muito, ele, Axl e o baixista Duff McKagan conseguem manter a energia do grupo e do som que marcou a década de 1980.

De Trump a Cohen
 
As apresentações no Brasil ficaram marcadas também por intervenções com citações a outras personalidades. Em São Paulo, no sábado (dia 12), o grupo exibiu no telão uma foto do cantor e compositor canadense Leonard Cohen, morto dias antes. A imagem apareceu na despedida depois do bis, quando o grupo se curvou também para a agradecer ao público por três vezes.

Se para Cohen o grupo dedicou homenagens, já para o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, as palavras não foram lá muito elogiosas… Também em São Paulo, mas, no show de sexta (dia 11), Axl trocou o verso “look at the fear we’re feeding” da canção Civil War por “look at the fear Trump’s feeding”, algo como “olhe para o medo que Trump está causando”.

 
Clássicos 
Como era de se esperar, os shows da turnê brasileira trouxeram para o palco os grandes clássicos da banda. Welcome to the jungle, Civil War, Sweet child o’mine, November rain fizeram parte de todos os shows, emocionaram e levantaram o público.

Além das canções próprias, o grupo também interpretou covers consagrados na era de ouro do Guns. Knocking on heaven’s door (Bob Dylan) e Live and let die (Paul McCartney) foram algumas das principais versões apresentadas na turnê.

A banda
 
O Guns N’ Roses estourou na década de 1980. O estilo irreverente e abusado do grupo conquistou milhões de fãs no mundo inteiro e eternizou canções pesadas, como Welcome to the jungle, e baladas, como Don’t cry e Patience. No auge do sucesso, a banda ficou marcada também pelo abuso de drogas, álcool e atrasos constantes em shows (o Guns chegou a demorar mais de três horas para subir ao palco).

Com tudo isso, as várias confusões entre os membros abalaram o Guns. Brigas, trocas de farpas e declarações públicas desastrosas fizeram ficar cada vez mais difícil manter a banda. Em 1994, Slash e Duff McKagan deixaram o grupo, que ficou com Axl Rose.

Durante os anos em que ficaram separados, o clima não parecia melhorar, principalmente entre Axl e Slash. Os dois se criticavam publicamente e se tornaram inimigos declarados, tanto que era bem difícil acreditar que eles dividiriam o mesmo palco novamente.


Guns N’ Roses — Not in this lifetime 
No Estádio Nacional Mané Garrincha. Hoje, a partir das 20h (abertura da Plebe Rude). Ingressos individuais de R$ 180 a R$ 520 (meia entrada). Classificação indicativa: 16 anos (De 12 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsável).


//Presente
Como forma de agradecimento aos fãs do grupo, a banda tem escondido palhetas em monumentos das cidades por onde passam. Em São Paulo, por exemplo, o “tesouro” foi deixado no obelisco do Ibirapuera.


>>Abertura brasiliense
Para abrir o show da banda no Mané Garrincha (além de outras apresentações da turnê) a banda brasiliense Plebe Rude foi a escolhida. Um dos mais importantes grupos do rock de Brasília, a Plebe já tinha sido a banda de abertura do show do Guns na cidade em 2014, sem Slash e sem Duff. Formada atualmente pelos guitarristas e vocalistas Philippe Seabra e Clemente Nascimento, o baixista André X e o baterista Marcelo Capucci, a banda tocou também na abertura dos shows de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Em Porto Alegre, a também brasiliense Scalene foi a responsável por abrir a apresentação. Com mais de 20 anos de carreira, a Plebe Rude emplacou hits como Até quando esperar, Johnny vai à guerra, Anos de luta, Proteção e Plebiscito. No Mané Garrincha, o show terá 45 minutos de duração e trará, além de sucessos do grupo, canções do disco mais recente, Nação daltônica, lançado em 2014.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Marina
Marina - 22 de Novembro às 08:55
Eu fui no show do Guns em Brasília. Estou maravilhada!!! Show perfeito!!!! Guns n' Roses é sem dúvida a melhor banda de rock do mundo!!!! Sensacional, emocionante, e histórico!!!!

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