Intercâmbio entre brasilienses e portugueses favorece a cena local

Diferentes linguagens fazem parte da troca e, entre os representantes brasilienses, estão a dançarina contemporânea Luara Learth, a musicista Letícia Fialho e o Teatro do Instante, que tem vínculo constante com o grupo português O Bando.

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Pablo Lopez/Divulgação

 

O intercâmbio artístico entre criadores brasilienses e portugueses aparece como uma ponte para enriquecer as experiências de artistas que compartilham o mesmo idioma através de culturas distintas. Diferentes linguagens fazem parte da troca e, entre os representantes brasilienses, estão a dançarina contemporânea Luara Learth, a musicista Letícia Fialho e o Teatro do Instante, que tem vínculo constante com o grupo português O Bando.



As criações feitas a partir do contato com a cena de Portugal inspiram artistas a repercutirem o novo aprendizado em terras candangas, seja com espetáculos, oficinas ou projetos coletivos.

A bailarina Luara Learth voltou recentemente para Brasília, depois de completar um ano e oito meses de residência criativa em Lisboa. A bolsa de estudos possibilitou um novo olhar sobre a formação da dança contemporânea e aprendizado com criadores das artes performativas de diferentes partes do mundo.

Durante o tempo de experiência, ela criou o duo Chubby Bunny, em parceria com a bailarina portuguesa Catarina Feijão. A peça alcançou voos ainda mais altos que o esperado, tendo sido selecionada para o Festival Dias de Dança, um dos grandes festivais internacionais de Portugal. Aparecer nos palcos da mostra em Lisboa significa mais visibilidade para jovens artistas e a possibilidade de apresentar trabalhos para curadores e comunidade artística.

“É importante ressaltar que a arte contemporânea continua sofrendo grandes influências de processos coloniais e eurocêntricos e é realmente muito relevante uma criação de uma mulher não branca sul-americana estar entre esses nomes, majoritariamente europeus e brancos”, destaca a bailarina contemporânea.

A ideia é trazer a peça criada para o Brasil e entender a diferença entre o público daqui e o de lá. Luara conta que, apesar de trabalhar há 10 anos como intérprete em Brasília, nunca apresentou nenhum trabalho autoral de dança na capital. A oportunidade veio em Lisboa. “Aqui os espaços ainda são precários e falta oportunidade. Temos pouquíssimos jovens artistas que conseguem sustentar o seu trabalho autoral”.

Para a bailarina, o mais importante  é trazer o duo Chubby Bunny para Brasília, além de criar dispositivos para compartilhar projetos de bolsa e editais artísticos, ampliando a visibilidade dessas oportunidades.

 

Intercâmbio musical

A musicista brasiliense Letícia Fialho também encontrou espaço para se apresentar em terras portuguesas. Suas turnês foram realizadas em janeiro de 2016 e janeiro de 2017 e passaram por diferentes espaços culturais de Lisboa: “O mais impressionante é ver o público encontrar identificação com o trabalho, com as melodias e com as letras.”

 

 

 

 

 

 

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