Quinta edição dos Prêmios Platino ocorre neste sábado (22/7) em Madri

'Aquarius' vai concorrer em três categorias e representará o Brasil ao lado de 'Boi Neon' e outras duas produções

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postado em 21/07/2017 16:39 / atualizado em 21/07/2017 16:46

Divulgação

 
[Madri, Espanha] A brasileira Sonia Braga veio especialmente de Nova York, onde mora desde o finnal dos anos 1980, para participar da festa. O espanhol Pedro Almodóvar, por sua vez, só precisará por o smoking e atravessar a cidade para prestigiar a cerimônia da quinta edição dos Prêmios Platino, já considerado o “Oscar” do cinema Ibero-americano,  que acontece na noite deste sábado (22/7) na Caixa Mágica, o estádio multifuncional construído nos subúrbios de Madri, a capital espanhola.  
 
Homenageada com o Platino especial  em 2014, no Panamá, este ano Sonia é uma das finalistas à estatueta de melhor atriz, por seu desempenho em Aquarius. O filme de Kleber Mendonça Filho também disputa as categorias de direção e de melhor filme ibero-americano de ficção. O Brasil briga também pelos prêmios de fotografia (Boi neon, de Gabriel Mascaro), animação (Bruxarias, de Virgínia Curia, em coprodução com a Espanha) e documentário (Cinema Novo, de Eryk Rocha).
 
Nomes do cinema internacional, como o ator cubano Jorge Perrugoria (de Morango e chocolate), e os americanos Geradine Chaplin (Doutor Jivago) e Rob Schneider (Gigolô por acidente) entregarão alguns dos prêmios.  O Platino é promovido pela EGEDA (Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Audiovisuais), em parceria com a Federação Ibero-americana de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais.  A noite de gala  será retransmitida por emissoras de TV dos cinco continentes – os brasileiros poderão assisti-la no Canal Brasil.  
 
Entre as produções que se distacam entre os finalistas, pelo número de indicações, estão o chileno Neruda, de Pablo Larraín, cinebiografia do poeta e político ganhador do Nobel, com cinco, incluindo melhor filme, direção e roteiro; e o venezuelano De longe te observo, de Lorenzo Vigas, que disputa quatro categorias, entre elas a de melhor filme de estreia e ator (Alfredo Castro). O argentino O cidadão ilustre, de Gastón Duprat e Mariano Cohn, e Julieta, de Pedro Almodóvar são os  principais adversários de Aquarius na corrida pelo troféu de melhor filme.
 
– Não sei se já podemos chamá-lo de “Oscar” ibero-americano mas, como certeza, o Platino ajuda que os filmes transcedam os limites de seu mercado interno e fortalece a ideia de coprodução entre os países – afirma Mariano Cohn, candidato, junto com Gastón Duprat, ao prêmio de melhor direção. – O cidadão ilustre é resultado de uma coprodução com a Espanha. No início do processo, não conseguíamos todos os recursos necessários para filmá-lo, e a parceria com os espanhóis foi determinante para que concluíssemos o projeto.
 
A produtora brasileira Marta Machado, que tem no currículo as animações Wood & Stock: sexo, orégano e rock’n’roll (2006) e Até que a sbórnia nos separe (2013), ambos dirigido por Otto Guerra, acredita no poder aglutinador do Platino.
 
– Um dos aspectos mais importantes do prêmio é que ele promove o encontre entre produtores de língua espanhola e portguesa. Acontecem fóruns e seminários nos dias que antecedem a cerimônia de premiação, então a gente fica sabendo quem está fazendo o que e as afinidades de ideias. O Bruxarias nasceu justamente em uma ocasião como essa, em Salvador – lembra Marta. –  O outro aspecto importante é o de divulgação mesmo, de fazer conhecer os filmes, de gerar fatos e notícias. Que tem um pouco de guerrilha as cinematografias periferias, que não as hegemônicas. 
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