Conheça a Casa das Artes de Brasília, projeto do ator Rainer Cadete

Espaço dará oficinas para atores da cidade, mas também ajudará em agenciamento e gerenciamento de carreira

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postado em 25/07/2017 06:15 / atualizado em 24/07/2017 19:44

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
 

Natural de Brasília, o ator Rainer Cadete ganhou o Brasil nos últimos anos ao se destacar na televisão em produções como Amor à vida, em que interpretava Rafael Nero; Verdades secretas, minissérie em que roubou a cena como Visky; e Êta mundo bom!, como o Celso Sampaio Carneiro. Mas o envolvimento de Cadete com as artes cênicas teve início na capital, ainda na infância, nos palcos de locais de efervescência cultural da cidade, como o Teatro Mapati e o Espaço Cultural Renato Russo.



A primeira vivência cênica de Rainer Cadete foi aos 9 anos durante uma colônia de férias no Teatro Mapati, na Asa Norte, em que participou da montagem de João e Maria. "Foi uma semente  plantada que desabrochou no Espaço Cultural Renato Russo, onde realmente me formei como ator por meio da professora Adriana Lodi", conta. Essa iniciação artística em Brasília é levada até hoje em seus trabalhos na tevê, no teatro e no cinema. E também serviram de inspiração para o novo projeto do ator, a Casa das Artes de Brasília, lançada neste mês no Lago Sul em parceria com Agência Eterna, produtora local. "Eu fico feliz de poder trazer essa experiência que tive ao longo da minha carreira para a minha cidade. Acredito que Brasília está carente de cultura e fico feliz de trazer para minha cidade o que aprendi", conta o ator brasiliense ao Correio.

 

 

 

O espaço servirá como uma escola de interpretação com cursos direcionados para televisão e cinema, com base em métodos aprendidos por Rainer Cadete e com docência do professor Abaetê Queiroz. A CAB é equipada com sala de aula, espaço de lazer, sala de cinema e estúdio. "A supervisão e o conteúdo programático são meus e também vou oferecer algumas aulas. Já trabalhei com muitos métodos e coachs diferentes. Eu  fiz aula na Espanha e em Nova York, na Escola de Artes de Laranjeiras (RJ) e várias outras oficinas. O que percebo é que cada trabalho exige uma técnica diferente, mas o que busco é a presença e a não interpretação apenas. É você vivenciar uma cena e não interpretá-la. Essa é a forma contemporânea de atuar e é em cima dela que vamos trabalhar no nosso curso em Brasília", explica.

Além das aulas, a CAB promete dar aos estudantes auxílio como agenciamento e direcionamento de carreira. Para isso, contará com a parceria de uma agência especializada a Ü Models, além da Agência Eterna, mais voltada para serviços de locação e produção.


SERVIÇO
Casa das Artes de Brasília (CAB)
Lago Sul (QI 23, Cj. 18, Casa 23; 3264-8869). Informações e inscrições para os cursos podem ser feitos pela Ü Models Brasil pelos telefones 3042-1285 e 98283-7098.

Leia entrevista com Rainer Cadete

 

Após duas sequências na televisão de sucesso, Verdades secretas e Êta mundo bom!, o brasiliense Rainer Cadete deu um tempo da televisão para alçar voos em outros meios. Neste ano, o ator poderá ser visto no filme Polícia Federal – A lei é para todos, que estreia em 7 de setembro e aborda a Operação Lava-Jato, e também nos palcos na peça Tudo que há flora, de Daniel Herz, a partir de 26 de agosto, no Rio de Janeiro. Ao Correio, Rainer falou sobre os atuais projetos e lembrou momentos da iniciação como ator na capital federal.


Você começou sua carreira de ator em Brasília. Como foi esse início da carreira na cidade?
A minha primeira vivência artística foi aos 9 anos na colônia de férias no teatro Mapati, onde tive a oportunidade de montar João e Maria. Foi uma semente  plantada e só  desabrochou no Espaço Cultural Renato Russo, onde realmente me formei como ator por meio da professora Adriana Lodi. Até hoje, eu uso o que aprendi ali. O primeiro texto que estudamos foi Revolução da América do Sul. Frequentei o Centro Cultural, fiz uma imersão teatral, ficava um ano estudando sobre uma peça e depois apresentava no fim do ano. Foi uma iniciação muito importante nas artes.


Você teve uma relação com o Espaço Cultural Renato Russo. Foi daí que surgiu sua inspiração para criar a Casa das Artes de Brasília?
O dia a dia era muito bom, eu fiz aula de canto e dança lá também. Infelizmente, está fechado e é uma pena porque é um espaço muito importante. Talvez se não existisse esse lugar eu não teria virado ator. Entristece-me muito vê-lo fechado. O ator precisa ser desafiado a cada personagem. Até conhecer essa pessoa a qual eu vou dar vida é um caminho gigantesco, mas é um caminho que me deixa entusiasmado, me move. Eu fico muito feliz de poder trazer essa experiência que eu tive ao longo da minha carreira para a minha cidade. Acredito que Brasília está carente de cultura e fico feliz de trazer para minha cidade o que aprendi.


Sua última novela foi Êta mundo bom!, você tem projetos de retornar à televisão?
Eu amo muito o que eu faço, seja teatro, novela ou cinema. Tudo é muito importante quando a gente se apaixona pelo projeto e entra de cabeça. Pretendo fazer novela, sim, claro, mas agora estou mais focado no teatro e no cinema. Tenho dois filmes pra estrear. Um será em 7 de setembro, o filme Polícia Federal — A lei é para todos, e o outro é Cine Holiúdy 2, que é para o início do ano que vem. Dia 26 de agosto, eu estreio no Teatro de Ipanema a peça Tudo que há flora, do Daniel Herz, que é um diretor com quem sempre tive vontade de trabalhar e é muito conceituado no mercado. Também estou preparando um monólogo para o ano que vem, com texto do Gabriel Chalita e direção da premiada Duda Maia. Estou com muitos projetos novos.


O que você pode contar sobre o seu personagem em Polícia Federal — A lei é para todos?
Eu interpreto o Ítalo, personagem inspirado no procurador Deltan Dallagnol e em outros procuradores da Operação Lava-Jato.


Seu próximo filme aborda a Operação Lava-Jato. Como ator e pessoa pública, na sua opinião, qual é a importância de falar sobre a política do nosso país?
Claramente vivemos no país da impunidade, mas eu acredito que estamos dando passos em direção a um país mais justo. É interessante observar que a arte está se colocando à disposição, também, desse tipo de movimentação política e histórica. A MPB teve um papel fundamental durante a ditadura, o rock nacional — por meio de várias bandas — levantou debates no período pós-ditadura e início da democracia. E agora eu acho muito interessante colocar a sétima arte à disposição desse momento histórico do país.


Você tem passagem pelo cinema, pela televisão e pelo teatro. Quais desses formatos mais te atraem como ator?
Para mim, o importante é contar histórias interessantes. Eu gosto de me sentir desafiado e de sair da minha zona de conforto. Quando não me reconhecem em um papel sinto que atingi meu objetivo, que é me desconstruir e me reconstruir para o personagem.

 

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