Vítima de câncer, Marcelo Rezende morre aos 65 anos

Apresentador estava internado desde terça-feira, em São Paulo

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postado em 16/09/2017 19:17 / atualizado em 16/09/2017 20:43

Record/Divulgação

 
O apresentador de tevê Marcelo Rezende morreu neste sábado (16/9) vítima de complicações de um câncer que afetava o pâncreas e o fígado. Ele estava internado desde terça-feira no hospital Moriah, na Zona Sul de São Paulo, para tratar uma pneumonia. A morte foi confirmada pela TV Record, onde trabalhava.
 
 
Na sexta-feira (15), ele teve a situação agravada, com a falência de diversos órgãos. Em maio, Marcelo Rezende foi diagnosticado com o câncer, mas optou por não fazer quimioterapia por razões religiosas. 
 
 
 

Corta pra mim 

 
Em 3 de setembro, fez sua última publicação em sua conta oficial no Instagram, com um vídeo em que lamentava boatos sobre sua condição e dizia acreditar na sua cura. "Eu tenho certeza dela, porque Deus está comigo", disse. 
 
 
Com 30 anos de profissão e famoso por bordões como "corta pra mim", Marcelo Rezende comandava o programa policial Cidade Alerta, da Record. Ele também passou pela Rede Globo, no popular Linha Direta, além de RedeTV! e Bandeirantes. 

Em nota, a TV Record lamentou a morte do apresentador. Leia o documento completo:
 
A Record TV informa com grande pesar o falecimento de Marcelo Rezende, neste 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, zona sul de São Paulo. Transmitimos nossas sinceras condolências ao familiares e amigos do jornalista com o qual tivemos a honra e o privilégio de trabalhar e que atuou com tanto brilhantismo em nossa programação.

O apresentador estava afastado do Cidade Alerta desde maio, quando descobriu um câncer no pâncreas e no fígado. Ele estava no comando do programa desde 2012 e ali imprimiu a sua marca, expondo os problemas de segurança pública do País com a coragem que sempre pautou sua trajetória, transformando o Cidade Alerta em um importante canal de denúncias.  “Esse jornalismo que eu e alguns companheiros fazemos é o jornalismo que revela as mazelas do País”, disse ele.

Com mais de 40 de carreira, Marcelo Rezende deixa um grande legado ao jornalismo do Brasil e da Record TV. Sua trajetória foi sempre guiada pela coragem em tocar em feridas sociais. Do flagrante de abuso policial na Favela Naval, em Diadema (SP), à corrupção no futebol, passando pelos inesquecíveis depoimentos de Francisco Assis Pereira, o Maníaco do Parque, e do ex-goleiro Bruno. Rezende foi um repórter investigativo de raro talento e um apresentador polêmico que não tinha medo de expor suas opiniões. Alguns dos episódios mais marcantes de sua carreira ele narrou no livro “Corta pra Mim”, lançado em 2013 pela editora Planeta, que tornou-se rapidamente um best-seller.

Rezende iniciou sua carreira na mídia impressa, aos 17 anos, no Jornal dos Sports, em sua cidade natal, no Rio de Janeiro, e atuou como jornalista esportivo por um longo período. Atuou no jornal O Globo e em seguida na Revista Placar, da editora Abril, até que, por fim ingressou na televisão, em 1988, quando foi trabalhar no Globo Esporte. A carreira sofreu uma guinada quando foi designado para fazer reportagens investigativas. Em 1999, fez parte da equipe de criação do Linha Direta, do qual tornou-se apresentador.

Na Record TV, o jornalista apresentou o Cidade Alerta em duas ocasiões, entre 2004 e 2005, e de 2012 a 2017, além de ter comandado o Repórter Record e o quadro A Grande Reportagem, exibido pelo Domingo Espetacular. Trabalhou também na Rede TV! onde apresentou o Repórter Cidadão e o Rede TV! News. Na Band esteve a frente do Tribunal na TV.

No dia da estreia do novo Cidade Alerta, em 2012,  Marcelo deu o tom do que o telespectador poderia esperar : “Nós não temos amigos, nem inimigos. Trabalhamos para o interesse público, o interesse da comunidade, o interesse da sociedade”.

Nessa nova fase do Cidade Alerta, a carreira do Marcelo também foi marcada pela inusitada interação com a equipe de jornalistas espalhada pelo Brasil. Descontração e alegria que contagiaram milhões de brasileiros e marcaram uma nova alternativa de informar os telespectadores. 
 
 
 

 
 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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otavio
otavio - 17 de Setembro às 12:12
"CORTA PRA MIM". Essa era a frase número um, que o identificava e que viralizou nas mídias sociais, sendo, inclusive, motivo de vários 'memes'...Particularmente, eu não era um dos seus admiradores, pela forma que ele tratava os repórteres do seu programa, com apelidos esdrúxulos e por algumas piadas de extremo mau gosto. Todavia, o respeitava como ser humano, de maneira, que fica aqui as nossas condolências pelo seu passamento e votos que o Criador o acolha e arrefeça o sofrimento de seus familiares e amigos...