Atriz Julia Roberts completa 50 anos neste sábado

Ela faz aniversário dividida entre a sétima arte, a filantropia e a família

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postado em 28/10/2017 07:00

Lionsgate/Divulgação

Não soa como esforço a receita de beleza propagada por uma das mais vistosas atrizes de Hollywood: Julia Roberts é quem garante — “cheirar bem e colocar um sorriso no rosto já é o suficiente” para um dia a dia de sucesso. A eterna “linda mulher” sabe do que fala, uma vez que garante há décadas o posto de referência. Completando 50 anos, ela ocupa, mais uma vez, o patamar de atriz mais bela, segundo o The Telegraph. 

A estrela de O sorriso de Mona Lisa (2002) e O casamento do meu melhor amigo (1997) coleciona feitos como ter sido a primeira estrela a chegar à marca de US$ 2 bilhões nas bilheterias e a ser paga com US$ 20 milhões. A atriz ainda foi premiada com o Oscar em 2001 pela performance em Erin Brockovich — Uma mulher de talento.

As aparições públicas e os compromissos profissionais ao lado do produtor e distribuidor Harvey Weinstein, na divulgação de Álbum de família (2013), pelo qual foi novamente indicada ao Oscar, não a intimidaram de apoiar as denúncias de perversão sexual contra o ex-todo poderoso. Em entrevista à revista US Weekly, ela condenou o “comportamento predatório”, capaz de criar indignação, dado o grau de “corrupção de um manipulador, feito a partir da intimidade com o poder”.

Julia Roberts sempre se faz ouvida, ainda que não tenha cedido a abrir contas de Facebook ou Twitter. Ano passado, por exemplo, ela apareceu descalça, em pleno lançamento do filme Jogo do dinheiro, com a finalidade de quebrar protocolo da festa, em Cannes, que sempre exigiu o uso de sapatos de salto alto. Em casa, o poder de persuasão não parece ser menor. Recentemente, ela comemorou que os filhos, os gêmeos Hazel e Finn, além de Henry, tivessem a acompanhado numa sessão do clássico O sol é para todos (1962), que, a partir da literatura de Harper Lee, celebra a igualdade entre os seres humanos.

Reconhecida pelo engajamento em ações beneficentes, Julia Roberts, há pouco mais de duas semanas, mostrou o poder de fogo. Fundação destinada a pesquisas em torno da Aids, a amfAR teve um jantar de gala que rendeu US$ 2 milhões, numa solenidade que contou com ilustres como Sean Penn, Goldie Hawn e Tom Hanks. Na ocasião, até Chris Martin se rendeu, ofertando uma versão do clássico de Roy Orbison, Pretty woman.

Na plateia, entretanto, estava o foco real de todas as atenções de Roberts, que caprichou na declaração de amor ao marido e diretor de cinema Daniel Moder: “A cada dia, ele me inspira a manifestar um destino criativo”. Vale a lembrança do estreitamento da causa (de pesquisa da Aids) defendida pela atriz, particularmente depois de escalada por Ryan Murphy para The normal heart (2014), libelo contra preconceitos que rendeu à estrela indicação ao prêmio do sindicato de atores.

Verdadeira mãe

Uma mudança gradativa do tipo de requisição para as telonas, cada vez mais, se desenha. Ano a ano, Julia Roberts tem acertado na imagem de boa mãe nas ficções. Exemplo imediato está no longa Extraordinário, com lançamento marcado para 23 de novembro. Stephen Chbosky (de As vantagens de ser invisível) conduz o enredo saído do best-seller de R.J. Palacio. Na trama, Auggie (o menino Jacob Tremblay, de O quarto de Jack), que tem deformações no rosto, sofre, num amplo processo de aceitação social capitaneado pela mãe (Roberts). “Foi a mensagem certa, no momento oportuno, contada da forma correta”, alinhou a escritora Palacio.

Depois da prova de versatilidade, no The late late show, no qual, em menos de 10 minutos, reviu toda a carreira de cinema, com reinterpretações de personagens, Julia tem firmes apostas para o futuro: além do filme Ben is back, fará dupla investida na tevê, com as séries Today will be different e o thriller Homecoming.
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