Conheça Almério, revelação da música pernambucana

Depois da apresentação no Rock in Rio, ao lado de Johnny Hooker e Liniker, em setembro deste ano, o pernambucano despontou como uma das revelações do ano

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postado em 02/11/2017 07:00

Reprodução/Facebook

 
Depois da  apresentação no palco sunset do Rock in Rio, ao lado de Johnny Hooker e Liniker, em setembro deste ano, o pernambucano altinense Almério despontou como uma das revelações de 2017. Com uma voz suave, mas que, ao mesmo tempo, demonstra força e expressão, Almério consegue fazer o ouvinte recordar canções clássicas da MPB dos anos 1960 e 1970, e, ao mesmo tempo, os sons eletrônicos, aliados a pífanos, alfaias, violas e zabumbas.

Nascido em Altinho (PE), Almério se mudou aos 20 anos para Caruaru (PE), cidade que marcou sua vida, com os sons das bandas de pífanos. “As bandas de pífanos la em Caruaru me encantaram de uma forma absurda, e foi um ponto-chave que me inspirou a começar a cantar. Além de Bethania, Elis Regina, Cassia Eller e o grande Ney Matogrosso. Todo esse conjunto foi o que me levou a cantar ainda em 2003, nas noites da cidade”, revela o cantor, que já dividiu os palcos com Alceu Valença, Elba Ramalho e Dominguinhos.

Seu primeiro disco veio em 2013 (10 anos após ter se lançado na música), provocando um maior reconhecimento,  lhe rendendo shows em grandes festivais como: Festival de inverno de Garanhuns, Abril pro rock, Festival Pernambuco Nação Cultural, e a conquista do prêmio troféu Cata-vento da Rádio Cultura Brasil. O álbum composto por 13 faixas é marcado pela qualidade e diversidade dos instrumentos utilizados, como o violão, pífanos, flauta e alfaias. O resultado desta junção soa de uma forma suave e natural, aliado ao timbre andrógino de Almério, em canções  como Invólucro Caruaru, Quantos homens tem o mesmo nome e São João do carneirinho.

Recentemente Almério lançou o segundo disco, Desempena, com 11 faixas, seis de composição própria, quatro de seu amigo e produtor musical Juliano Holanda e uma de Isabela Moraes. O álbum, bem recebido pela crítica, conta com a participação da cantora Elba Ramalho, no single Do avesso,  um mix de baião e coco. O disco soa em um tom provocativo, em versos como: “Por que você vive essa vida de plástico?/Por que você gira essa roda sem eixo?/Esconder o medo é guardar-se da chuva no frio. “Quero que este álbum faça com eu as pessoas repensem como elas estão agindo dentro da sociedade. Se realmente elas estão sendo elas mesmas”, comenta Almério.

Duas perguntas / Almério 

O que pretende transmitir com sua música? 
Meu objetivo é que minha música abrace as pessoas e que as inspirem. Quero que soe como um alerta de coragem, e que elas sejam capazes de desativar o homem bomba diário que tem dentro delas, em meio aos problemas do cotidiano, em um país que hoje convive com tanta corrupção e tristeza.

Como você se define?
Vejo minha vida como músico uma missão, um artista que leva a arte. Com uma música que toque no sentimento humano e possa vir a fazer frente aos preconceitos.
 
Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco 
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