António Zambujo apresenta show com repertório de Chico Buarque

A apresentação, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, conta com todo o repertório do álbum: Até pensei que fosse minha

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postado em 26/11/2017 07:30 / atualizado em 24/11/2017 18:55

Luiza Filippo/Divulgação

 
A paixão de António Zambujo pela música popular brasileira vem de muito tempo. Ele ainda era criança em Beja, pequena cidade da região de Alentejo, em Portugal, quando começou a ouvir antigas canções como A deusa da minha rua e Lábios que beijei na voz quase sussurrante de João Gilberto, em velhos discos do pai.

Foi em casa também que o cantor e compositor lusitano tomou conhecimento da sofisticação musical de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Por meio deles chegou ao artista brasileiro por quem tem maior admiração, Chico Buarque de Holanda. Veio a conhecê-lo pessoalmente há 10 anos em sua primeira visita ao Brasil.
 

E demonstrou todo o apreço pela obra do genial compositor carioca ao gravar o álbum intitulado Até pensei que fosse minha, só com músicas do ídolo. Lançado em novembro de 2016, o álbum foi transposto para o palco em shows que Zambujo fez na Europa e na turnê pelo Brasil, iniciada por Florianópolis, em 14 último.
 

Depois de passar por Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos e Belo Horizonte, o cantor chega hoje a Brasília, para apresentação, às 19h, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Tendo como convidada a cantora Roberta Sá, ele é acompanhado pela banda formada por Marcello Gonçalves (violão), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Ricardo Cruz (contrabaixo), João Moreira (trompete) e Anat Cohen (clarinete).
 
 

Todo o repertório do CD vai ser ouvido no show, acrescido de outras cinco canções de Chico. Com Roberta Sá ele divide a interpretação de Sem fantasia e Mambembe, em diferentes momentos do show, que tem duração de duas horas. É na capital — que ele conheceu, de passagem, em 2007, quando se apresentou em Pirenópolis —, onde encerra a turnê.


Antônio Zambujo canta Chico Buarque
Show do cantor português, acompanhado por banda, com a participação de Roberta Sá, hoje, às 19h, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 120 (Setor Vip) e R$ 80 (Setor Especial) —  valores referentes à meia entrada. Assinantes do Correio têm desconto de 50% na compra de até quatro ingressos inteiros. Pontos de venda: G2 do Brasília Shopping, térreo do Conjunto Nacional e na rede de lojas Bilheteria Digital no Pátio Brasil e Alameda Shopping. Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 98169-0198 e 98409-0198.




Entrevista /António Zambujo


Quando a música entrou em sua vida?
Já na infância passei a me interessar muito pela música. Aos 16 anos, em Beja, entrei para um conservatório, passei a fazer parte do Canto Polifônico, além de participar de outros projetos. Logo depois, eu me mudei para Lisboa, onde passei a cantar em bares e fazer concertos de fado. Em 2000, fui um dos escolhidos pelo diretor Felipe Laferia para o elenco do musical sobre a vida de Amália Rodrigues, que ficou quatro anos em cartaz.


Foi nesse período que estreou em disco?
Estava fazendo o musical, quando surgiu a oportunidade para gravar O mesmo fado, meu primeiro disco, lançado em 2002.


A geração da qual você e a cantora Carminho pertencem pode ser como responsável pela renovação do fado?
Ao longo do tempo, o fado tem recebido novas influências, e a renovação se dá naturalmente, mas sempre tendo como referências Amália Rodrigues, Carlos Ramos, Tony de Matos, Max.


Chegou a ver o espetáculo em que Bibi Ferreira homenageia Amália Rodrigues? 
Vi e gostei. O espetáculo fez muito sucesso, inclusive em Portugal, e é uma homenagem sincera. Carlos Gonçalves, guitarrista português que tocava com Amália, integrou também o grupo que acompanhava Bibi Ferreira.


Ao chegar ao Brasil pela primeira vez, há 10 anos, teve boa acolhida dos artistas brasileiros?
Fui muito bem acolhido. Logo conheci Marcello Gonçalves (do Trio Madeira Brasil), Yamandu Costa, Ivan Lins, Pedro Luis, Roberta Sá, dos quais me tornei amigo.


A aproximação com Caetano Veloso, Milton Nascimento e Chico Buarque, entre outros ícones da MPB, se deu de que maneira?
De forma natural. Cantei com Chico e Ney Matogrosso em shows. Caetano foi a uma apresentação minha. Outros de quem me aproximei foram Moacyr Luz, João Cavalcanti e Teresa Cristina.Com todos tenho uma boa relação.


Como chegou à obra do Chico?
Minha admiração pela música popular brasileira surgiu na infância, ouvindo discos de João Gilbetto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Depois descobri as canções do Chico, pelas quais me apaixonei. Tive a graça de tê-lo no CD, cantando Joana Francesa comigo. Fiquei feliz por saber que ele gostou do Até pensei que fosse minha.


Antes desse disco, já havia gravado músicas de outros compositores brasileiros?
Tenho registrado composições de autores brasileiros desde Meu canto, o segundo disco, lançado em 2004. Naquele trabalho gravei Noite cheia de estrelas, de Cândido das Neves. No Outro sentido, de 2007, incluí Lábios que beijei (Leonel Azevedo e J. Cascata), Quando passas por mim (Vinicius de Moraes e Antônio Maria), Bilhete (Ivan Lins e Victor Martins) e Fado partido (Pedro Luis e Ricardo Cruz).


Houve dificuldade para você selecionar as músicas para o repertório do disco?
O Chico Buarque tem uma obra tão rica e tão vasta que, realmente, senti dificuldade para escolher só 16 canções para compor o repertório do álbum. A maioria é só dele, mas há aquelas que compôs com parceiros. Muitas outras que queria gravar ficaram de fora. No roteiro do show incluí mais cinco.




Repertório
Futuros amantes

Injuriado

Cecilia

Geni e o zepelim

Sem Fantasia

Folhetim

Cálice

Joana Francesa

Até pensei

Januária

João e Maria

O meu amor

Morena dos olhos d’água

Nina

Tanto mar

Valsinha

Qualquer canção

Tatuagem

Todo sentimento

Terezinha

Mambembe







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