Ruy Godinho lança livro nesta segunda no Espaço Cultural do Choro

Quarto volume de 'Então foi assim?' conta histórias de canções famosas

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postado em 04/12/2017 09:13 / atualizado em 04/12/2017 10:11

 Luiz Clementino/Divulgação

No Estação Brasil, programa radiofônico que Ruy Godinho manteve no ar durante dois anos, no final da década de 1990, havia um quadro intitulado A origem da música, no qual entrevistava artistas que vinham se apresentar Brasília. O rico material que reuniu o inspirou a escrever Então, foi assim?, uma série de livros em que focaliza os bastidores da criação musical brasileira.


Os três primeiros volumes foram lançados em 2008, 2010 e 2013, enquanto em 2015 saiu uma trilogia. Hoje, às 21h, o pesquisador, produtor e escritor paraense, radicado em Brasília há 35 anos, faz lançamento do quarto volume, com talk show no Espaço Cultural do Choro. Ele tem como convidados os compositores Celso Adolfo, Jean Garfunkel e Victor Cupertino; e as cantoras Nathalia Lima e Sandra Duailibe.

Durante o show, Ruy vai contar histórias de composições, ilustradas por interpretações das cantoras; e entrevista os compositores, com foco no trabalho e cada um. 

Resultado de pesquisa iniciada em 1997, o quarto volume do Então foi assim? revela o processo de criação de 40 músicas.“Selecionei as histórias de maior impacto, relatadas pelos compositores focalizados. Alguns entrevistei na passagem deles por Brasília. Da maioria, porém, fui ao encontro nas cidades onde moram”, lembra o autor.

Entre as composições que estão em destaque no livro várias se tornaram clássicos, como Coração de estudante (Wagner Tiso e Milton Nascimento), Pra Lennon e McCartney (Lô Borges e Márcio Borges e Fernando Brant), Vapor barato (Jards Macalé e Wali Salomão), Tropicana (Alceu Valença), Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva), Senhora liberdade (Wilson Moreira e Nei Lopes), Toada (Zé Renato Cláudio Nucci e Juca Filho) e Trem do Pantanal (Geraldo Roca e Paulo Simões).

Há, porém, as que não tiveram o mesmo destino, entre as quais Engenhos de Flores (Josias Sobrinho), Paulista (Eduardo Gudin e J.C. Costa Nero), Pavilhão de espelhos (Lula Queiroga), Crápula (Dante Ozzetti e Luiz Tatit) e Tempodestino (Nilson Chaves e Vital Farias). 

De todos os artistas entrevistados Ruy teve boa acolhida. “Em geral cada conversa durou algo em torno de uma hora e meia. Por vezes, tive que aguardar um pouco para ser recebido. Quando fui ao encontro de Milton Nascimento, na casa dele no Itahangá (Rio de Janeiro), em 27 e abril de 2015, ele estava preparando uma recepção para a musicista Speranza Sapalding, que já estava na piscina”,  recorda-se.

Gerônimo Jardim, autor de Purpurina, canção vencedora da terceira edição do festival MPB Shell, promovido pela TV Globo, deu  versão dele para as vaias recebidas  ao ser anunciado o resultado. “Segundo ele, Planeta água, de Guilherme Arantes, a segunda colocada, havia participado de uma das primeiras eliminatórias e vinha sendo tocada no rádio. Já Purpurina, interpretada por Lucinha Lins, foi classificada numa das últimas e o público não a conhecia”. O certo é que carreira do compositor gaúcho não chegou a decolar. “Ele me revelou que ganha mais com os livros voltados para o público infantil do que com a música”, acrescenta.


Então foi assim? – Os bastidores da criação musical brasileira
Lançamento do livro – quarto volume da série – escrito por Ruy Godinho, hoje às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Talk show com a participação dos compositores Celso Adolfo, Jean Garfunkel e Victor Cupertino; e das cantoras Nathalia Lima e Sandra Duailibe. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia). 
Preço do livro: R$ 50

» Trecho
» Vapor Barato

“O Wali foi preso em São Paulo com uma bagana dentro do bolso. A gente vivia como hippies, com aquela vestimenta meio pobre, meio estilosa. Quando saiu da prisão, foi morar em Niterói porque estava paranoico com as grandes cidades, E um dia chegou lá em casa com essa letra. O Vapor barato tinha dois sentidos: o vapor do navio e o vapor que é o cara que vende drogas. Porque o vapor do navio era barato mesmo, era baratíssimo. E o barato porque dizia que (a droga) dava barato, que estava no barato, a onda que dava. Então tinha esses dois sentidos” 
Jards Macalé
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