Festival de Macau agita o mercado cinematográfico

Desde o ano passado, a ex-colônia portuguesa, devolvida ao governo de Pequim em 1999, abriga o International Film & Awards Macao (IFFAM)

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Derek Lee/Halo Studio Ltd

Macau (China) — Durante quatro séculos, Macau serviu de plataforma comercial entre a China continental e o resto do mundo. Desde o ano passado, a ex-colônia portuguesa, devolvida ao governo de Pequim em 1999, abriga o International Film & Awards Macao (IFFAM), ou simplesmente, o Festival de Macau, que se vale de sua posição estratégica entre a Ásia e o Ocidente para aproximar o cinema produzido na China e o no Ocidente. Escolhido para abrir, ontem, a segunda edição do evento, a animação Paddington 2, do britânico Paul King, é um exemplo do tipo de intercâmbio que o festival nasceu para promover.

“Nossa ideia é mostrar o bom cinema que é feito no mundo, aqui na China e lá fora, mostrar essa diversidade”, explica o jornalista e produtor britânico Mike Goodridge, que assumiu a direção artística do Festival de Macau este ano, após a saída de Marco Muller, ano passado. “Vamos abrir com um filme muito popular, que também é brilhante. Depois, tempos a seção de competição, com títulos mais desafiantes, vindos de vários países, além de outras sessões temáticas. A ideia de um festival de cinema é essa, ter variedade no que diz respeito ao conjunto de produções que apresenta.”

O Festival de Macau é uma das consequências do esforço do governo comunista chinês, que incluiu a cultura em seu último plano econômico quinquenal. O cinema tem recebido massivos investimentos, seja na produção ou coprodução de filmes, ou na ampliação do circuito exibidor. 

Macau, por seu lado, quer se estabelecer como um tapete vermelho entre as comunidades cinematográficas chinesas e mundial — há até um espaço reservado ao mercado, em que cineastas apresentaram seus novos projetos e potenciais produtores e apoiadores. A programação principal é composta por uma competição dedicada a primeiro e segundos filmes, composta por títulos como Foxtrot, do israelense Samuel Maoz, e Custody, do francês Xavier Legrand, vencedores, respectivamente, do grande prêmio do júri e do Leão de Ouro de direção do último Festival de Veneza, e de Wrath os silence, do chinês Xin Yukun.

O brasileiro Bom comportamento, de Marco Dutra e Juliana Rojas, vencedor do troféu Redentor de melhor filme do Festival do Rio deste ano, está na mostra Flying Daggers, dedicada a diversas expressões do cinema de gênero. Fazem parte também da seção fitas como  o sul-coreano A day, de Cho Sun-Ho e o francês A prayer before dawn, de Jean-Stéphane Sauvaire.

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