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Estado de Minas

Adaptações dos videogames para o cinema criam novas expectativas nos fãs

Os jogadores esperam por produções audiovisuais com a qualidade cada vez melhor


postado em 13/01/2018 07:32 / atualizado em 12/01/2018 17:36

Cena do filme WarCraft, uma das produções baseadas em games(foto: Reprodução da Internet. Filmes baseados em games. Cena do filme WarCraft.)
Cena do filme WarCraft, uma das produções baseadas em games (foto: Reprodução da Internet. Filmes baseados em games. Cena do filme WarCraft.)

 
Os fãs de videogame vivem há alguns anos em uma eterna expectativa por boas produções audiovisuais. Com o cinema repleto de filmes que se inspiram em jogos, o resultado ainda não agradou a maioria dos fãs. Porém, 2018 pode ser diferente: com uma boa leva de filmes ainda por vir, a esperança está renovada. Produções com grandes orçamentos e franquias renomadas ganham espaço nas telonas.

Entre as estreias aguardadas para este ano está Tomb Raider. “O filme Tomb Raider fez muito sucesso entre os fãs do jogo. Já a crítica detonou a produção”, relembra o professor de comunicação Luciano Mendes, que fez um mestrado em imagem e som com tese sobre videogame na comunicação. “Acredito que um fator que fez o filme ser bem-aceito pelo público foi o fã service. Dentro do filme existiu um cuidado para seguir a estética da personagem e até da iluminação do jogo”, elabora.
Outra produção aguardada ansiosamente vem do renomado diretor Steven Spielberg, inspirado no universo dos games: Jogador Nº 1 também tem estreia prevista para este ano. O longa é baseado em um livro homônimo e traz um futuro distópico onde as pessoas podem viver na realidade virtual. “A adaptação dos jogos para o cinema ainda não acertou a mão. É um caso parecido com o dos quadrinhos, mas a transição ainda não foi bem-feita”, defende o professor.

Nostalgia

Um pouco mais para frente, mas não menos aguardada está a promessa nostálgica de um filme baseado no jogo Mario Bros. A estreia do longa está prevista apenas para 2020 e viria do mesmo estúdio responsável pelos Minions. A produção será feita em animação e promete apagar da memória dos fãs a produção da década de 1990, feita com atores e um fracasso de público e de crítica.
 
Cena do filme Assassin's Creed(foto: Reprodução da internet)
Cena do filme Assassin's Creed (foto: Reprodução da internet)
 


Larissa Oliveira é psicóloga e fã de games. Para ela, tirando o longa de Warcraft, as produções não são fieis ao material original e acabam não agradando. “Eu, particularmente, sou muito fã de jogos e de cinema, mas separadamente. Não vejo como uma adaptação possa dar certo, como não vem dando mesmo”, pontua. Ela acrescenta um fator que pode influenciar nos resultados obtidos até agora: “Todas as adaptações foram feitas com intuito comercial”.

O professor Luciano Mendes concorda com o ponto de vista, mas tem um olhar otimista sobre o futuro. “Nos filmes mais antigos, temos exemplos de produções caça-níqueis, mas hoje o cuidado com esses produtos é maior. Quando você tem uma base de fãs tão grande como os jogos possuem, isso traz responsabilidade”, expõe.


Para o fã de games e cinéfilo, Vinícius Brandão, “cada filme e cada jogo são casos diferentes. Alguns têm roteiros ruins, como o primeiro filme de Hitman. Outros se focam tanto em ser como o jogo que se esquecem de fazer sentido para quem nunca jogou, como Silent hill. E tem alguns que se levam tão pouco a sério que viram apenas uma galhofa, como todos os Resident evil”, pondera.

Mas nem Vinícius, nem Luciano Mendes se desanimam e esperam boas produções no futuro desse nicho. “Os videogames estão mudando. Eles têm histórias cada vez mais adultas e complexas, como The last of us e Hellblade. Acredito que daqui a cinco anos haverá jogos que serão fáceis de virar filmes com bons roteiros. Mas também é preciso ter bons diretores e roteiristas envolvidos. Senão o resultado vai ser sempre o mesmo”, defende o fã. O professor complementa: “As produções, assim como aconteceu com as HQs, devem melhorar a qualidade. Eu vejo as séries hoje como um campo de muitas possibilidades”.



Warcraft 
O primeiro encontro de dois mundos. (Warcraft, EUA, 2016, ação, 124min. Não recomendado para menores de 12 anos). De Duncan Jones. Com Travinivis Fimmel, Toby Kebbell, Paula Patton.



Assassin’s Creed
(EUA/França, 2017, ação, 116min. Não recomendado para menores de 12 anos). De Justin Kurzel. Com Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons.



Tomb Raider A origem
(Tomb Raider, EUA, 2018, ação. Verifique a classificação indicativa). De Roar Uthaug. Com Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins.



Jogador Nº 1
(Ready player one, EUA, 2018, ação. Verifique a classificação indicativa). De Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn.
 
 
 
 
 


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