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Estado de Minas

Confira as melhores exposições que ocorrerão em Brasília este ano!

A agenda de eventos está rica para 2018. Além de Goya e Dali, será possível ver obras de Basquiat e mostra da xilogravura no Brasil


postado em 23/01/2018 06:08 / atualizado em 23/01/2018 12:41

Exposição retrospectiva com mais de 80 obras de Basquiat é uma das grandes atrações do CCBB em abril(foto: The Estate of Jean-Michel Basquiat)
Exposição retrospectiva com mais de 80 obras de Basquiat é uma das grandes atrações do CCBB em abril (foto: The Estate of Jean-Michel Basquiat)
 
 
O ano já começou promissor no quesito artes visuais, com exposições de Goya, Tomie Ohtake, Dali e Athos Bulcão em cartaz pela cidade. Mas a programação não para por aí. Boas opções estão a caminho para preencher os espaços da capital. No cardápio, há um pouco de tudo, desde arte pop americana até a produção contemporânea africana. O Diversão & Arte fez uma lista do que vem por aí para você se programar.

CCBB

Uma retrospectiva com mais de 80 obras de Jean-Michel Basquiat vai ocupar o CCBB a partir de 21 de abril. Com curadoria de Pieter Tjabes, a exposição reúne peças do acervo da família Mugrabi, considerada uma das maiores colecionadoras de arte pop do mundo. Gênio precoce e perturbado, Basquiat ficou conhecido, primeiramente, pelos grafites desenhados em áreas suburbanas de Manhattan nos anos 1980. Nos vagões de metrô de Nova York, ele imprimia as inscrições SAMO, abreviação para “same old shit”. Transgressor, Basquiat fazia pinturas e colagens que se tornaram ícones da comunidade LGBT novaiorquina da década de 1980. “Jean-Michel Basquiat é um dos artistas plásticos mais importantes e mais influentes da história. Basquiat foi expoente em consagrar as manifestações vindas da rua como arte. Sua obra personifica o caráter pungente em Nova Iorque nos anos 1970 e 1980, quando a mistura de empolgação e decadência da cidade criou um paraíso de criatividade”, explica Tjabes.

Em agosto, o CCBB recebe Ex Africa, coletiva com obras de 20 artistas de oito países africanos. Serão mais de 80 obras de arte contemporânea africana, um verdadeiro panorama da produção de alguns dos mais importantes nomes dessa cena. Atualmente em cartaz no Rio de Janeiro, a exposição traz a Brasília desde instalações, esculturas e fotografias até performances sonoras e videoarte. Do Brasil, participam da coletiva Dalton Paula e Arjan Martins. Ex Africa tem curadoria de Alfons Hug, que já esteve à frente da Bienal Internacional de Arte de São Paulo.
 
Obras do Museu do Inconsciente devem vir a Brasília(foto: Museu de Imagens do Inconsciente-30/5/11)
Obras do Museu do Inconsciente devem vir a Brasília (foto: Museu de Imagens do Inconsciente-30/5/11)
 
 
Museu dos Correios

A utopia dá a liga de exposição de fotografia que pretende aproximar Brasília e a Andaluzia. Ambas declaradas patrimônio da humanidade pela Unesco, as duas regiões se aproximam pela monumentalidade e excepcionalidade das formas que as caracterizam. A exposição criada por Patricia e Nick El-moor vai colocar lado a lado fotografias e imagens das duas regiões na tentativa de evidenciar o sonho por trás de suas formas. Fragmentos da utopia reúne 60 fotografias, todas realizadas em 2017, que trazem registros dos monumentos declarados patrimônio. “A gente acabou criando um paralelo com Brasília, porque tanto o período da Andaluzia quanto o da construção da capital são associados à ideia de um mundo melhor. Além disso, Brasília vai completar 30 anos do título”, explica Patrícia. “A ideia é que a pessoa visite a exposição e se sinta viajante de duas épocas.”

Elefante Centro Cultural

O espaço será um dos pontos de partida do projeto BSB Plano das Artes, um circuito que inclui 20 espaços e ateliês de artistas do Distrito Federal e cuja intenção é aproximar o público do fazer artístico. Com aporte de R$ 199 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o evento está programado para os dias 2, 3 e 4 de março. Transporte gratuito distribuído por alguns pontos estratégicos da cidade levará o público até os espaços em visitas que contam com acompanhamento de arte educadores. “Queremos dar visibilidade a uma cena de produção artística e de espaços que ajudam a fomentar a produção artística local”, explica Cinara Barbosa, idealizadora do projeto. “É para que as pessoas tenham uma noção do que os coletivos e os artistas da cidade estão fazendo, em quê estão trabalhando.”

Museu Nacional

A pauta do Museu Nacional da República ainda não está inteiramente fechada, mas o diretor Wagner Barja adianta pelo menos três exposições em fase de negociação para este ano. Com curadoria de Fábio Magalhães, Xilogravura brasileira vai reunir obras de artistas de todo o Brasil para contar a história da técnica na produção nacional. “Vai ter todas as tendências, da mais popular à mais erudita”, avisa Barja.

Este ano, haverá ainda a terceira edição de Onde anda a onda, coletiva de artistas da cidade na qual galerias e espaços culturais ganham um espaço no museu e fazem sua própria curadoria. Barja negocia ainda a vinda do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, coleção reunida pela psiquiatra Nise da Silveira, pioneira da interação entre arte e tratamento psiquiátrico no Brasil. “É uma exposição importante que vai trabalhar com entidades do DF que trabalham com isso. Vai envolver uma outra visão da doença mental”, avisa Barja.

Alfinete Galeria e Referência

Na Alfinete Galeria, a produção contemporânea brasiliense vai se misturar à de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. “Para este semestre, convido três artistas de outras cidades para dividir os espaços da galeria com os artistas de Brasília”, avisa Dalton Camargos, curador e proprietário do espaço. “Gisele Camargos (RJ/BH), Manoel Veiga (SP) e Marcela Cantuária (RJ) se juntam a artistas como Karina Dias e Luciana Paiva e formam a programação do primeiro semestre, que exibirá ao público exposições de desenhos, pinturas, vídeo, instalações e arte sonora.” A programação tem início em fevereiro com exposições de Nelson Maravalhas e Nina Orthof. Em março, é a vez de Gisel Carriconde e em junho, Nilce Eiko Hanashiro ocupa uma das salas enquanto o coletivo Arte Tecnologia ocupa a outra. A Alfinete encerra o semestre com Luciana Paiva e Allan De Lanna.

Na Referência Galeria de Arte, a programação fechada até agora inclui exposições individuais de Adriana Vignoli, José Roberto Bassul, Luiz Mauro, Elyezer Szturm, Helô Sanvoy e Evandro Soares.

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