Economia

Alimentos subirão ainda mais

Preços ao consumidor aumentam 0,79% na primeira semana de julho. São esperados outros reajustes para feijão, carne, leite, energia e telefonia fixa nos próximos dias

postado em 09/07/2008 08:43
Os brasileiros que se preparem, pois os preços devem ficar ainda mais altos neste mês. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) voltou a subir na primeira semana de julho, após três registros consecutivos de desaceleração. O indicador apresentou variação de 0,79%, 0,02 ponto percentual acima da taxa da última semana de junho. Os alimentos, como previsto, puxaram o índice para cima e registraram alta de 1,93%. A expectativa é de manutenção dos aumentos nesse grupo e de uma disparada, também, dos preços de habitação, com reajustes nas contas de luz e de telefone fixo. ;Em São Paulo, a tarifa de energia elétrica subiu 8,5%, mas esse reajuste ainda não foi captado totalmente no índice, o que deve pressionar ainda mais o indicador;, explica André Braz, coordenador do IPC-S na Fundação Getúlio Vargas (FGV). No Distrito Federal, o novo preço da conta de luz será definido apenas no final do próximo mês e a aposta é de queda na tarifa. A telefonia fixa, no entanto, caminha para um salto, o que afetará o bolso das famílias. Nos alimentos, a trajetória dos preços é ascendente. O feijão carioquinha acumula aumento de 135% em 12 meses e, segundo Braz, tende a subir ainda mais em julho. O mesmo vale para a carne bovina, que de junho de 2007 até a semana passada registrou alta de 44,13%. ;Com a carne mais cara, os consumidores tendem a substituí-la pelo frango. A demanda maior aumenta também o valor cobrado pelos pedaços da ave;, explica Braz. Para o economista, a redução do ritmo de crescimento do valor da carne de boi verificada na semana passada não deve ser mantida. De acordo com o IPC-S, o item subiu 8,05% na apuração anterior e 7,94% na primeira medição de julho. Uma das poucas boas notícias pode vir do arroz, cujo preço saltou 78% em um ano e deve começar a ceder. Na primeira semana de julho, o grão subiu 8,69% contra 12,55% da semana anterior, o que demonstra uma desaceleração. Esse comportamento fez a dupla feijão e arroz apresentar variação menor: de 11,18% para 10,64%. ;Os derivados do trigo também podem cair;, destaca Braz. Na semana passada, a variação de panificados e biscoitos, por exemplo, foi de 0,95% frente a 1,61% da apuração anterior. As hortaliças e legumes também podem ficar mais baratas, como ocorreu nos meses de julho dos últimos três anos. ;Na verdade, isso não pode ser previsto porque há uma forte dependência do clima nesses casos. Uma geada pode fazer elevar os preços;, pondera o economista da FGV. Na primeira semana deste mês, esse item teve queda de 0,89% depois de apresentar variação positiva de 0,83% no fechamento de junho.

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