A décima edição do AutoFest superou as expectativas do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (Sincodiv-DF). O diretor de vendas da entidade, Hélio Aveiro, estima que as 42 concessionárias participantes superaram a meta de vender três mil carros nos 10 dias da promoção. “Os números não foram fechados, mas em três dias atingimos 75% da meta de vendas”, comenta Aveiro.
Na Brasal, autorizada Volkswagen, o gerente de vendas, Márcio Celso Araújo, avalia positivamente a campanha. “Vendemos 35% acima do que em dias sem o festival.” Ele explica que, dos carros vendidos, cerca de 70% são financiados em planos de 60 e 48 meses porém o pagamento à vista surpreendeu. “Normalmente as vendas financiadas chegam a representar 75% do total. Não me surpreendo se agora esteja chegando a 60%. Acho que as pessoas se organizaram e querem aproveitar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).”
As vantagens de negociação e formas de pagamento atraíram o casal Valdir Almeida de Moura Filho, de 51 anos, e Simone Teixeira de Carvalho, 52 anos, no último dia do AutoFest. Eles aproveitaram a oportunidade para cumprir uma promessa feita à filha Marina Carvalho, de 21 anos: compraram um Fox vermelho como presente por ela ter sido aprovada no vestibular para biologia. “O pagamento da promessa está atrasado. Só agora conseguimos juntar dinheiro suficiente”, diz a professora aposentada.
O pagamento foi feito à vista depois de uma longa negociação com o vendedor. “A nossa intenção era pesquisar mais. Saímos de casa com essa ideia. Fechamos a compra porque o vendedor soube negociar”, conta Valdir.
Esta edição do AutoFest teve a participação de um número recorde de concessionárias: 42 revendas. A quantidade de adesões fez com que os empresários decidissem promover o festival nas próprias lojas. “Com tantas empresas, não haveria um local adequado para acomodar todo mundo”, explica Aveiro. Na avaliação do diretor de vendas do Sincodiv-DF, a estratégia foi positiva. “Envolvemos todas as áreas das empresas.” Márcio Araújo, da Brasal, acrescenta que as promoções nas lojas beneficiou os clientes. O balanço final do evento será divulgado hoje. Em 2008 foram comercializadas 2.622 unidades em três dias de festival.
Mudança é criticadaNem todos os participantes estão comemorando. Na Estação Fiat, o gerente de vendas, Alexandre Hoffman, disse que o AutoFest não aumentou a procura por carros. “As vendas não mudaram nada.” O gerente conta que, aos sábados, a loja do Setor de Indústria vende 70 unidades e que no último dia de festival 48 foram comercializados. “O resultado está abaixo das expectativas, bem abaixo”, lamenta.
O gerente da Estação Fiat acredita que, se o AutoFest ocorresse com todas as revendas no mesmo local, seria mais vantajoso para a loja. “Nem tem comparação. O feirão é melhor quando estão todos juntos, gera competitividade.”
Outra reclamação de Alexandre é com relação à promoção do telefone, feita em parceria com a TIM. Segundo ele, dos mais de 200 clientes do festival, somente um quis o telefone. “A maioria nem perguntou pelo telefone.” Ao comprar um veículo, as concessionárias ofereciam um smartphone vinculado a um plano pós-pago.
As opções eram um iPhone 8GB com plano de 1,5 mil minutos mensais por R$ 429,90 ou um N95 com 250 minutos cuja mensalidade é de R$ 119,90. Nos dois casos seria necessário adquirir um pacote de dados de 1GB ao custo de R$ 69,90 por mês. (LN)
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