O Brasil é mais resistente aos choques externos de demanda do que muitas outras economias da América Latina, dada a fatia menor do comércio no PIB, e tem mais espaço para a promoção de políticas monetárias expansionistas, afirma o relatório do Banco Mundial. Por isso, o PIB brasileiro, prevê a instituição, deverá contrair-se 1,1% este ano e crescer 2,5% no próximo, à medida que a demanda externa se recupera e o crédito volta a crescer.
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As projeções são melhores do que para a América Latina como um todo. Neste ano, o Banco Mundial acredita que o PIB da região vai contrair-se 2,2%, em meio a "incertezas relacionadas ao tempo e ao vigor da recuperação". Em 2010, segundo o relatório, o PIB latino-americano deverá crescer 2%, ou menos de 1% em termos per capita.
Na visão da instituição, um dos principais riscos que os países da América Latina e do Caribe enfrentam é uma recessão mais profunda e prolongada do que o esperado nas economias avançadas, o que pressionaria as receitas com exportação da região. Além disso, a desalavancagem adicional de bancos de países de renda elevada dificultaria a rolagem de dívida de curto prazo. O Banco Mundial estima que as necessidades de financiamento externo da região atingirão US$ 268 bilhões este ano.
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