Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus esperam que a instituição realize em julho o último corte de juros de 2009, para 8,75% ao ano.
Há duas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central) reduziu a taxa básica de juros de 10,25% para 9,25% ao ano. A previsão dos economistas era de um corte menor, para 9,50%. O BC também indicou que novos cortes serão apenas residuais.
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Também houve mudança na expectativa dos economistas em relação ao desempenho da economia neste ano. A expectativa para a queda do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) passou de 0,55% para 0,57%. Houve piora também na previsão para a desaceleração da indústria, de 4,70% para 4,75%.
A estimativa para o dólar no fim deste ano ficou em R$ 2,00. Foram mudança nas previsões para o superávit da balança comercial (de US$ 20 bilhões para US$ 20,8 bilhões), para o déficit nas transações correntes (de US$ 17 bilhões para US$ 16,5 bilhões) e para a relação dívida/PIB (de 39,1% para 39,8%).
Para os investimentos estrangeiros diretos, a previsão passou de US$ 24,5 bilhões para US$ 24 bilhões.
InflaçãoA maioria das previsões de inflação também mudou em relação à pesquisa da semana passada. A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) caiu de 1,82% para 1,53%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) recuou de 1,41% para 1,31%.
Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o BC, a previsão passou de 4,39% para 4,40%. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta). O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) caiu de 4,27% para 4,22%.
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