economia

Esposa de Madoff é flagrada andando de metrô em NY

FolhaNews

Publicação: 25/06/2009 17:49 Atualização:

Ruth Madoff, mulher do investidor americano Bernard Madoff, se vê obrigada a andar de metrô sozinha desde que seu marido foi detido por orquestrar uma das maiores fraudes da história.

Além disso, ela sofre com o constante assédio dos paparazzi que a perseguem durante o dia. "Você se diverte me envergonhando e arruinando minha vida?", questionou ela a um fotógrafo do New York Post.

Na quarta-feira, Ruth foi flagrada sentada em um vagão do metrô de Nova York. Usando óculos de sol para se disfarçar, ela desceu à altura do Rockefeller Plaza, em pleno centro de Manhattan e foi descrita como mulher do investidor "mais odiado do mundo".

O jornal também disse que ela vestia roupas "fora de moda" e criticou seu penteado, lembrando que foi proibida de entrar no salão de Pierre Michel, até então seu cabeleireiro, depois que veio à tona a fraude montada por seu marido.

Enquanto Bernard Madoff aguarda na prisão a sentença, prevista para segunda-feira, sua esposa é agora "a mulher mais solitária do mundo", segundo The New York Times.

A mulher, que ainda vive na luxuosa cobertura duplex do casal, também largou hábitos como comer em um luxuoso restaurante de seu bairro e frequentar uma academia com mensalidade de US$ 1.200, informou o Times.

Embora nenhuma acusação tenha sido feita, a relação de 49 anos de casada de Ruth com Bernard - inclusive trabalhando com o marido - evidencia que ela não conta com a simpatia da opinião pública nova-iorquina, o que complica muito sua vida.

Segundo a imprensa e blogs locais, também não ajuda o fato de a mulher, de 68 anos, ainda não ter se desculpado publicamente nem às vítimas da fraude.

"Os Estados Unidos adoram ressuscitar as pessoas que chegaram ao fundo do poço, mas ela não entrou nesse jogo", assegurou recentemente Alexandra Lebenthal, amiga de um dos filhos do casal, ao New York Times.

Desde o ano passado, Ruth tem uma rotina completamente diferente. Ela assinou um congelamento voluntário de todas suas despesas --exceto para necessidades básicas, como alimentação-- e suas saídas são contadas, incluindo as visitas ao seu marido na prisão de Manhattan, uma vez a cada duas semanas.

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