Toda sexta-feira, a pedagoga Darlene Bento Luiz, 45 anos, de Brasília, vai a pé com a filha, Cecília, 8 anos, para a escola. Nos outros dias da semana, as duas percorrem o mesmo trecho de cinco quilômetros de automóvel. “Pedi à minha mãe para irmos caminhando porque o carro polui o ar”, explica a aluna da terceira série do ensino fundamental. Na escola, ela aprendeu a fazer porta-lápis, flores e casinhas com material reciclado. A mãe relata que os lixos seco e molhado são separados há muito tempo em sua casa, apesar de os caminhões da limpeza pública misturarem tudo. Nas idas à padaria e ao supermercado, as sacolas descartáveis de plástico deram lugar às retornáveis.
A família de Darlene ilustra uma realidade na qual os filhos incentivam os pais a adotar um relacionamento mais harmonioso com o meio ambiente. Os exemplos são muitos, mas o desafio a ser superado ainda é imenso. “O Brasil precisa investir em pesquisa e educação para acompanhar a mudança aceita com naturalidade pela nova geração, mais esclarecida”, diz a pedagoga.
O Brasil ultrapassou o Reino Unido e conquistou o posto de sexta maior economia do mundo, mas ainda está longe de encontrar soluções acertadas para o desenvolvimento sustentável, que permitirá o seu crescimento com um impacto mínimo no patrimônio ambiental. Com o aumento do poder aquisitivo da população, essa tarefa tem ficado cada vez mais complexa. A ascensão de 40 milhões de brasileiros à classe média nos últimos 10 anos pressionou não apenas o consumo de energia, mas também aumentou a quantidade de resíduos. “Em 2010, o país produziu 61 milhões de toneladas de lixo e coletou 54 milhões. Os 11% restantes estão nas ruas, entupindo bueiros, provocando enchentes e transmitindo doenças”, comenta Adriana Ferreira, coordenadora do departamento técnico da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abracelpe).
A matéria completa você lê na edição impressa do Correio Braziliense desta segunda-feira (20/2).
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Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: Vaneide Martins
Aqui os melhores cargos são políticos. Sao disputados a tapas. Aqui é um país rico e a renda e muito mal distribuida. Aqui no brasil de poucos o lema é o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. | Denuncie |
Autor: filomena rocha
Essa de 6a economia e' so baseada no produto bruto, na realidade, ainda tem gente passando muita fome no Brasil e, gente sem os meios de sanidade proprios do 21 seculo. A renda esta nas maos de uns poucos, na maioria, ladroes. O pais qua nao respeita o 7o mandamento. | Denuncie |
Autor: Leandro de Paula
"6ª maior economia do mundo" é o que os órgão oficiais divulgam, pq o que vemos na "vida real" é um país de muita pobreza, com muita concentração de renda, onde os ricos são os únicos que se dão bem. | Denuncie |
Autor: Ricardo Cubas
Isso é óbvio! Investimentos maciços em educação nunca ocorrerão pq os donos do poder sabem que o dia em que a população tiver acesso à formação completa, aí começará a votar certo, e, votando certo, haverá a perda de controle sobre o zé povão e aí, adeus, concentração de renda e regalias. | Denuncie |