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Setor financeiro lidera a internacionalização de companhias brasileiras

Nos últimos anos, os bancos têm ampliado a participação nos mercados internacionais com a aquisição de instituições financeiras e a abertura de escritórios e subsidiárias

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postado em 17/03/2013 08:05

Victor Martins , Deco Bancillon , Rosana Hessel

BB/Divulgação.


Apesar da crise econômica que ainda assola boa parte do mundo, as instituições financeiras que apostaram na compra de participações acionárias no exterior vêm obtendo resultados positivos. Segundo dados do Banco Central, o segmento lidera as remessas de lucros feitas pelas filiais de empresas brasileiras para as matrizes. Apenas no ano passado, os investimentos externos nesse ramo somaram US$ 4,6 bilhões. Os lucros enviados ao Brasil, no período, chegaram a US$ 3,6 bilhões — o equivalente a 59,3% de toda a receita obtida por companhias nacionais fora do país.

Nos últimos anos, os bancos têm ampliado a participação nos mercados internacionais com a aquisição de instituições financeiras e a abertura de escritórios e subsidiárias, aproveitando as oportunidades criadas pela crise internacional e a quebra de instituições nos Estados Unidos e em outras regiões. Nos países mais atingidos pelas turbulências, há uma procura intensa por instituições sólidas e de qualidade. Como o mercado brasileiro é um dos mais fechados e mais supervisionados do mundo, os bancos nacionais sofreram pouco com a crise e se tornaram referência em segurança para outras nações.

Os problemas globais também tornaram mais acessíveis as aquisições de bancos e a participação em negócios financeiros. “Os ativos estão muito baratos no exterior. A questão é só encontrar qualidade e avaliar o risco”, diz José Luís Rodrigues, sócio-diretor da consultoria JL Rodrigues. Para Roberto Luís Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a internacionalização é uma tendência que ganhou força nos últimos anos. “É importante sair do país para obter mais escala e para operar com exportadores e empresas brasileiras e outros clientes institucionais”, argumenta.

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