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Superávit primário do setor público bate recorde em novembro O melhor desempenho da história ainda permanece o de janeiro de 2013, quando conseguiu economizar R$ 30,2 bilhões, o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB)

Simone Kafruni

Publicação: 27/12/2013 16:10 Atualização:

O superavit primário do setor público consolidado alcançou R$ 29,7 bilhões em novembro, o melhor resultado para o mês desde o início da série, em 2001. O governo central teve superavit de R$ 28,6 bilhões, os governos regionais de R$ 949 milhões e as empresas estatais, R$ 188 milhões.

A despeito do governo ter embolsado um volume histórico de recursos por conta do Leilão de Libra e do Refis, o melhor desempenho da história ainda permanece o de janeiro de 2013, quando conseguiu economizar R$ 30,2 bilhões, o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). “O resultado de outubro não é o melhor, mas reverte a trajetória decrescente que vínhamos observando ao longo do ano na relação com o PIB, que estava em 1,44% em outubro e chegou a 2,17% neste mês”, comentou o chefe do departamento econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Em 2013, a economia do país para o pagamento de juros da dívida atingiu R$ 80,9 bilhões. No ano passado, o superavit acumulado em 11 meses foi de R$ 82,7 bilhões. Em 12 meses, o montante chegou a R$ 103,2 bilhões em novembro, equivalente a 2,17% do Produto Interno Bruto (PIB), elevando-se 0,73 ponto percentual em relação ao registrado em outubro deste ano.

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Os gastos com juros nominais alcançaram R$ 29,9 bilhões em novembro, comparativamente a R$ 17,7 bilhões em outubro. Esse aumento é explicado pelos resultados das operações de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro –, que responderam por uma receita líquida de juros de R$ 4,7 bilhões em outubro, comparativamente a uma despesa líquida de R$ 8 bilhões em novembro.

“É a mais alta despesa com juros da série. E foi provocada pelas operações de swap, que vinham registrando ganhos até outubro, mas, em novembro, registraram perdas de R$ 8 bilhões”, explicou Maciel. Isso ocorreu devido ao comportamento da taxa de câmbio, que desvalorizou 5,5% no mês. No mês anterior, havia ocorrido valorização de 1,23% da moeda norte-americana. “O benefício dessas operações deve ser avaliado pelo provimento de hedge aos agentes e não pelo ganho ou perda”, disse.

No ano, os juros nominais totalizaram R$ 224,8 bilhões na comparação com os R$ 194,8 bilhões no mesmo período de 2012. No acumulado de 12 meses, os juros nominais alcançaram R$ 243,9 bilhões, 5,13% do PIB, elevando-se 0,26 p.p. do PIB em relação ao registrado em outubro.

O resultado nominal, que inclui o superavit primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 175 milhões em novembro, melhor resultado nominal para o mês. No ano, o deficit nominal alcançou R$ 143,9 bilhões, elevando-se R$ 31,9 bilhões em relação ao mesmo período de 2012. Em 12 meses, o deficit nominal chegou a R$ 140,8 bilhões, 2,96% do PIB, com queda de 0,47 ponto percentual do PIB em relação ao observado em outubro, quando foi de R$ 162,5 bilhões. Os 2,96% são o melhor resultado desde junho deste ano, quando a relação era de 2,82% do PIB.

A dívida líquida do setor público atingiu R$ 1,614 trilhões em novembro, 33,9% do PIB, registrando uma queda de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Além do superavit registrado no mês, a depreciação cambial de 5,6%, com impacto de R$ 38,9 bilhões, também contribuiu para essa redução.

No ano, a relação dívida líquida/PIB teve redução de 1,4 ponto percentual. O crescimento do PIB corrente contribuiu para reduzir essa relação em 2,7 pontos percentuais e a desvalorização cambial acumulada no ano respondeu por 1,9 ponto percentual. No sentido contrário, o aumento de juros contribuiu para elevar a relação em 4,7 p.p.

A dívida bruta do governo geral (governo federal, Previdência, governos estaduais e municipais) alcançou R$ 2,783 trilhões em novembro, 58,5% do PIB, com queda de 0,2 pontos percentuais do PIB em relação ao mês anterior.

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