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Próximo presidente terá desafio de realizar reformas adiadas durante anos

Por votos, governo deixou de fazer reformas que inibem o crescimento. Futuro chefe do Executivo terá de acertar contas com o atraso

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postado em 05/01/2014 08:00

Paulo Silva Pinto


Breno Fortes/CB/D.A Press - 2/9/10


Todo ano eleitoral costuma ser associado a baixas expectativas quanto a realizações políticas. Há limite de data para o desembolso de verbas públicas, de modo a evitar que os gastos sejam usados, mesmo indiretamente, para turbinar os candidatos do governo. Além disso, com muitos detentores de mandatos no Executivo e no Legislativo buscando a reeleição, sobra menos tempo para votar projetos de lei que podem tornar o país mais competitivo e para cuidar de obras de infraestrutura e de programas que realmente interessam à população.

Quando 2015 chegar, porém, o próximo presidente da República não terá escapatória. Com o Brasil atolado em um quadro desanimador, de inflação alta e baixo crescimento, as reformas constitucionais que foram adiadas por mais de uma década, como a tributária, a trabalhista e a previdenciária, deverão sair das promessas, apesar do elevado custo político que elas carregam.

Um dos motivos de o Brasil estar hoje envolto em uma nuvem de pessimismo e desconfiança decorre justamente do abandono das reformas — em muitos momentos, por populismo. Enquanto a economia mundial crescia a passos largos e as nações emergentes, entre elas, o Brasil, despontavam como nova fronteira para se ganhar dinheiro fácil, boa parte dos problemas estruturais da economia brasileira acabaram sendo relegados a segundo plano pelos investidores. Agora, porém, que o planeta tenta se recuperar de uma crise que já dura cinco anos, os defeitos do país se agigantaram, sobretudo pela fragilidade fiscal combinada a uma infraestrutura deficiente.

“Portanto, é importante que, desde já, os candidatos à Presidência da República explicitem o quanto estão comprometidos com as reformas de que o Brasil precisa. A entrada das mudanças estruturais na agenda política é necessária para garantir, ao menos, um efeito preventivo. País que não discute questões de longo prazo abre espaço para que se crie uma agenda ruim”, diz a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. “Precisamos fazer uma transição muito rápida do Brasil do atraso para um país moderno, com bases sólidas para crescer a um ritmo consistente sem pressionar a inflação”, acrescenta.

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