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Alta dos juros e incertezas da economia fazem poupança bombar

Brasília está em 10º lugar no ranking de maiores aplicadores na caderneta. As três primeiras posições são ocupadas por Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina

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postado em 08/01/2014 08:19 / atualizado em 08/01/2014 07:33

Deco Bancillon

Arte/CB/D.A Press
A alta dos juros básicos da economia (Selic) deu um empurrão na aplicação financeira mais popular do país, a caderneta de poupança. Em 2013, o volume de depósitos feitos nessa modalidade de investimento superou os saques em R$ 71 bilhões — um recorde. Apenas em dezembro, a captação líquida chegou a R$ 11,2 bilhões, também o maior resultado para um único mês desde 1995, quando o Banco Central começou a fazer o levantamento.

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As marcas refletem uma situação até pouco tempo inimaginável no país: se antes o brasileiro era conhecido como gastador, agora está guardando dinheiro. Somente no Distrito Federal, o valor médio dos depósitos chegou a R$ 3.408,16 no mês passado, segundo dados da Caixa Econômica Federal — no país, a média é de R$ 4.008,89. Com isso, Brasília está em 10º lugar no ranking de maiores aplicadores na caderneta. As três primeiras posições são ocupadas por Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Para especialistas, tanto o valor mais elevado da aplicação quanto a maior procura pela poupança são reflexos dos efeitos que a crise mundial provocou na economia brasileira. Durante o período de dinheiro farto, até 2008, as famílias aproveitaram a grande oferta de crédito para contrair dívidas, que, mais à frente, se mostraram impagáveis para muitas. Sem ter como arcar com os compromissos, acabaram dando o calote. A inadimplência chegou ao maior patamar histórico em meados de 2012. À época, milhões de endividados não viram outra saída a não ser devolver ao banco o bem financiado, em especial automóveis.

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