publicidade

Ao lado dos alimentos, setor de serviços pesa no bolso do consumidor

Índice geral acumulado em 12 meses é 5,63%, menor do que esperado. Mas, para economistas, continua distante da meta do governo, de 4,5%

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 24/01/2014 08:49 / atualizado em 24/01/2014 09:32

Deco Bancillon , Rodolfo Costa

Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), uma prévia do indicador oficial do custo de vida no país, registrou variação de 0,67%, abaixo das projeções do mercado financeiro, que apontavam para uma elevação de 0,80% no mês. Mas o número divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não foi suficiente para acalmar o mercado. Para o economista-chefe da Franklin Templeton Investments, Carlos Thadeu Filho, apesar da desaceleração do índice, a inflação ainda está em patamar desconfortável. “Na margem (de um mês para o outro), foi um alívio. Mas os preços estão muito elevados”, mencionou.

Leia mais notícias em Economia

O item “despesas pessoais”, um dos componentes de serviços, foi o que mais subiu: 1,31%. Alimentos tiveram alta de 0,96%, igualmente acima da média. Em 12 meses até janeiro, o IPCA-15 acumula alta de 5,63%, portanto bem acima do centro da meta que deveria ser perseguida pelo governo, de 4,5%. Por isso, segundo a economista Monica Baumgarten de Bolle, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), se a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fosse hoje, e não uma semana atrás, os juros subiriam da mesma forma. “A inflação alta de dezembro não foi um ponto fora da curva”, disse.

Quem sentiu essa variação no bolso foi o fotógrafo Luiz Henrique Serejo, 32 anos. Há um ano, ele pagava R$ 13 para cortar o cabelo. Hoje, mesmo buscando poupar, ele não consegue encontrar corte por menos de R$ 20. “Os preços aumentaram bastante nesse período”, disse. A prova está nos números. Cortar o cabelo ou fazer as unhas são serviços que ficaram, respectivamente, 1,33% e 1,55% mais caros apenas em janeiro.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade