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Economia espanhola confirma recuperação, mas desemprego continua alto

Recuperação econômica segue frágil, num país em que o nível de desemprego recorde atinge mais de um quarto da população economicamente ativa

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postado em 30/01/2014 14:57

France Presse

Madri - A Espanha confirmou nesta quinta-feira (30/1) seu retorno ao caminho do crescimento, a partir do último trimestre do ano passado, depois de dois anos de recessão. No entanto, a recuperação econômica segue frágil, num país em que o nível de desemprego recorde atinge mais de um quarto da população economicamente ativa.

São dados "positivos e que de algum modo indicam que deixamos para trás a recessão, mas ainda falta muita coisa a se fazer", alertou o ministro da Economia, Luis de Guindos, evitando mostrar-se demasiadamente otimista.

Mesmo tendo anunciado recentemente um aumento na expectativa de crescimento para 2014, o governo continua sendo prudente, em um momento em que a quarta economia da zona do euro acaba de deixar apenas a pior parte da crise econômica, em que está imersa há 6 anos.

"O caminho que temos pela frente está repleto de curvas, de dificuldades e, sobretudo, de uma taxa de desemprego de 26%", lembrou Guindos, em entrevista à rádio Cope.

Os números do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) mostraram um crescimento no quarto trimestre de 2013 de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a economia espanhola sofreu uma contração de 1,2% no conjunto de 2013.

Esses índices indicam uma tímida recuperação da economia, iniciada no terceiro trimestre, com um pequeno crescimento de 0,1%.

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"É um sinal de esperança", afirmou o ministro, lembrando que "desde o início da crise, em 2008, nunca tivemos um crescimento de três décimos." Mas, "precisamos dar continuidade, precisamos fortalecer (o crescimento)", insistiu Guindos.

Segundo o INE, o resultado é explicado por "um aporte menos negativo da demanda nacional e um aporte positivo, apesar de decrescente, da demanda externa".

As exportações, que parecem começar a apresentar sinais de fragilidade, são o que tem mantido o crescimento, ainda que insuficiente para permitir a criação de empregos. O desemprego no país voltou subir no final de 2013, chegando a 26,03% da população economicamente ativa, um dos índices mais altos do mundo industrializado.

O déficit comercial espanhol foi reduzido à metade nos primeiros meses de 2013, graças a exportações recordes em 42 anos, mas que baixaram no final do ano.

A Espanha, duplamente atingida em 2008 pelo estouro da bolha imobiliária e a crise financeira internacional, estava mergulhada desde 2011 em sua segunda recessão em cinco anos.

O governo conservador, que há dois anos aplica um plano de austeridade sem precedentes para ajustar as contas públicas, espera continuar com as medidas e prevê agora um crescimento próximo de 1% para 2014. A previsão anterior era de 0,7%.

Mas a frágil demanda interna continua sendo um dos principais obstáculos para uma recuperação maior do país, onde o desemprego deve prosseguir como o principal problema da economia espanhola por muito tempo.

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