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Shoppings centers faturam alto e fecham 2013 com R$ 129,2 bilhões Setor bateu o recorde de inauguração e contabiliza a visitação de 415 milhões de pessoas por mês, duas vezes mais do que a população do país

Simone Kafruni

Publicação: 30/01/2014 15:26 Atualização: 30/01/2014 15:39

São Paulo – Para o setor de shoppings centers, 2014 será marcado como o ano em que as cidades do interior ultrapassarão as capitais do país em número de estabelecimentos. Com mais 38 novos empreendimentos em 2013 – recorde histórico – e uma média de 415 milhões de visitantes mensais, os shoppings centers do Brasil faturaram R$ 129,2 bilhões no ano passado. Para este ano, serão outros 40 novos empreendimentos entrando em operações, a maior parte em municípios com até 500 mil habitantes, e a expectativa da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) é de que a receita ultrapasse R$ 140 bilhões até o fim de 2014.

A projeção de Luiz Fernando Veiga, presidente da entidade, é de que o setor aumente as vendas em 8,3% em 2014. “Os estabelecimentos brasileiros atravessaram mais um ano de crescimento acima do registrado pelo comércio varejista. E o fenômeno mais contundente é a interiorização dos empreendimentos. O que não é tão surpreendente se pensarmos que só existem 27 capitais e mais de 5 mil municípios. E vamos continuar crescendo”, anunciou.

O dado mais impressionante, que surpreendeu inclusive a Gismarket Estudos de Mercado (GEU), empresa que realizou o censo dos shoppings centers brasileiros para Abrasce, é que mais de dois Brasis visitam mensalmente os estabelecimentos. O país tem 200 milhões de habitantes e a visitação mensal em shoppings centers é de 415 milhões de pessoas. “Ainda bem que muita gente vai praticamente todos os dias nos estabelecimentos”, brincou Veiga, lembrando que apenas num shopping médio de São Paulo circulam 50 mil a 60 mil pessoas por dia.

O Sudoeste é a região que contribuiu com o maior faturamento do setor no ano passado: R$ 75,9 bilhões. O segundo melhor desempenho é do Sul, com R$ 18,9 bilhões, seguido pela região Nordeste, R$ 18,8 bilhões, Centro-Oeste (R$ 10,3 bilhões) e Norte (R$ 5,1 bilhões). Conforme Veiga, a pesquisa da GEU constatou que, pela primeira vez na história da indústria, o percentual de shoppings fora das capitais será maior. “Com as 40 inaugurações previstas para o ano, 276 shoppings estarão instalados em cidades do interior, contra 259 nas capitais”, revelou.

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Segundo ele, os prefeitos de cidades pequenas querem a instalação de shoppings porque o empreendimento é um grande pagador de Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU), um tributo municipal, além de responsável pela valorização imobiliária do entorno. “Nas grandes cidades, obter licenciamento ambiental está cada vez mais complicado”, justificou.

Outro detalhe que contribuiu para o crescimento do setor, segundo Veiga, é que 20% dos estabelecimentos estão em expansão e 42% pretendem expandir. “Há empreendimentos que já estão na sua oitava reforma”, destacou. Em média cada shopping em expansão amplia sua área de vendas em 11 mil m2, o que significa quase mil novos empregos. O presidente da Abrasce destacou que cada 13 metros quadrados de área bruta locável (ABL) representa um novo emprego no setor.

As categorias com melhor performance em vendas nos shoppings centers em 2013 foram telefonia (22%), alimentação (17%), serviços (17%) e megalojas (11%). “No início, os shoppings tinham pouca participação de serviços, hoje o segmento é fundamental e tem um dos maiores crescimentos”, destacou Veiga.

Perspectivas
Para 2014, a Abrasce acredita na continuidade do cenário favorável para o desenvolvimento do setor apesar da desaceleração da economia. “A atividade econômica do Brasil está andando de lado, mas continuamos crescendo bem acima da média. É impossível prever o cenário para daqui a dois anos, mas, por enquanto, ainda estamos otimistas”, disse Veiga.

“Os novos shoppings começaram suas construções em 2011 e os projetos precisam ser concluídos. Provavelmente, esses empreendimentos terão dificuldade maior na hora de locar as lojas por conta da desaceleração da economia, mas, ao contrário do setor público, o privado sabe que obra parada é prejuízo dobrado”, justificou o presidente da Abrasce.

Até 2015, o Brasil terá 553 shoppings e uma área locável que vai passar de 13.991 milhões de metros quadrados em 2014 para 14,4 milhões de metros quadrados. No ano que vem, serão 96.286 lojas e 1,1 milhão de empregos, de acordo com as estimativas da Abrasce, que não arrisca projetar o faturamento do setor em 2015, já que em 2013 iniciaram o ano prevendo 12% de crescimento e tiveram que revisar o índice para 8% ao longo do ano que passou.

* Repórter viajou a convite da Abrasce

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