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Plantações em todo o país deverão ser afetadas pela falta de chuvas

Colheita de 193 milhões de toneladas de grãos anunciada ontem pela presidente pode não se confirmar. Veranico preocupa especialistas

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postado em 12/02/2014 08:38 / atualizado em 12/02/2014 08:51

Rosana Hessel

Sérgio Zacchi/Divulgação

A presidente Dilma Rousseff tentou demonstrar confiança ao anunciar que país alcançará uma produção recorde de 193 milhões de toneladas de grãos neste ano enquanto discursava na abertura oficial da colheita da safra 2013/2014, ontem, em Lucas do Rio Verde (MT). Mas poucos da plateia compartilharam a empolgação. Isso porque os produtores entrevistados por pesquisadores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério da Agricultura, e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão bem menos otimistas.

Essas duas entidades já reduziram em aproximadamente 3 milhões de toneladas as estimativas da produção de grãos para este ano. A Conab revisou para 193,6 milhões de toneladas e o IBGE para 193,9 milhões de toneladas. Mas o que mais preocupa é que esses dados ainda não contabilizam o impacto da seca prolongada neste início de ano.

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Produtores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo estão adiando o plantio da safrinha do milho, que costuma ocorrer simultaneamente à colheita da soja, porque o solo está muito seco, revelou o consultor técnico da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) Pedro Arantes. Para piorar, esse veranico já afetou a colheita da soja no estado, quarto maior produtor nacional do grão. “A redução está em torno de 15% abaixo do previsto. Havia uma previsão de colheita de 9,5 milhões de toneladas da oleaginosa neste ano, mas ela caiu para 8 milhões de toneladas, menos do que os 8,9 milhões de toneladas de 2013”, contou Arantes.

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