Economia
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Sindicato pede mais investimentos no metrô de São Paulo Para o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, os problemas enfrentados estão relacionados a reformas mal-executadas nas composições

Agência Brasil

Publicação: 13/02/2014 21:28 Atualização:

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo fez hoje (13) uma manifestação no centro da capital pedindo mais investimentos no transporte público. O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.

Terça-feira (4) da semana passada, houve tumulto depois de falha em uma das composições da linha. Usuários acionaram botões de emergência e desceram na via, provocando depredações e confronto com a Polícia Militar, dentro das estações.

Para o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, os problemas enfrentados na ocasião, bem como outras falhas, estão relacionados a reformas mal-executadas nas composições. “Tem a ver com a frota K, que é uma reforma muito mal-feita, e está relacionada com o propinoduto. Tanto é que o Ministério Público (MP) está exigindo a devolução aos cofres públicos de R$ 800 milhões”, disse ele, em referência à investigação aberta pelo MP para apurar denúncias de fraude nas licitações do transporte público.

Os contratos para reforma de 98 trens foram suspensos pelo Metrô, a pedido do Ministério Público, que vê indícios de fraude nos termos assinados em 2008 e 2009. Segundo o órgão, o prejuízo é estimado em R$ 800 milhões, em valores não atualizados. O MP apura ainda indícios de má execução nos serviços já finalizados.

O governador Geraldo Alckmin atribuiu os problemas da semana passada a uma possível sabotagem do sistema. “Eu não acredito que essas coisas sejam de geração espontânea. Acho que precisa ser investigado com seriedade”, disse ele à época.

A militante do Movimento Passe Livre Monique Felix contesta a visão do governador. Para ela, o tumulto do dia 4 foi apenas uma exacerbação de fatos cotidianos no transporte público paulistano. “Diariamente esses trens dão problema. A população tem que quebrar os vidros e sair à via para não morrer sufocada dentro dos trens. O que aconteceu no dia 4 foi uma auto-organização da população de São Paulo, que tem se organizado para lutar por um transporte diferente”, disse.

Altino Prazeres pediu a contratação de mais funcionários para segurança, operação e manutenção do metrô como solução mais imediata para a saturação do sistema. Ele ressaltou ainda a importância da revisão dos serviços realizados, que estão sob investigação do MP. “Nós queremos que essa reforma seja revista imediatamente, paga por essas empresas que não cumpriram o papel que deveriam cumprir. As reformas estão dando muito problema, como nessa frota K”.
Tags:

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.

PUBLICIDADE



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas