Economia
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Superavit ou medidas populares: Dilma dividida entre o mercado e a eleição Pressionado pela necessidade de garantir um superavit robusto nas contas públicas e amarrado à promessa de evitar aumento nas faturas de energia, o governo anuncia hoje cortes no Orçamento e define a meta fiscal que vai perseguir neste ano

Deco Bancillon

Victor Martins

Publicação: 20/02/2014 06:07 Atualização:


 (Denilson Carvalo/CB/DA Press)


O intervencionismo do governo na economia e o descuido com as contas públicas criaram nós difíceis de desatar, que ainda podem custar caro à presidente Dilma Rousseff nas eleições. Hoje, ela tentará se desvencilhar de uma parte dos problemas ao bater o martelo quanto à meta fiscal que será perseguida neste ano. A decisão vai mostrar se a chefe de Estado prefere satisfazer o mercado, comprometendo-se com um superavit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) confiável, e evitando o rebaixamento da nota de crédito do país, ou priorizar interesses eleitorais.

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 A presidente deve divulgar o decreto de execução orçamentária, que definirá o tamanho do corte de gastos a ser feito no Orçamento, além da meta de superavit. O documento indicará também se o Tesouro — vale dizer, o contribuinte — pagará sozinho a fatura da disparada dos preços da eletricidade, subsidiando as distribuidoras, ou se vai rateá-la com os consumidores, por meio do aumento das contas de luz.

Em setembro do ano passado, já de olho na reeleição, Dilma anunciou a redução de 20% no valor da energia elétrica. A promessa, no entanto, está prestes a ruir, colocada em xeque pela crise energética provocada pela estiagem e pelas altas temperaturas. O governo, que até agora tem bancado as perdas com o acionamento das usinas térmelétricas, que geram energia bem mais cara que a das hidrelétricas, pode ser obrigado a desembolsar R$ 18 bilhões para manter a palavra da presidente e evitar um pesado reajuste das tarifas e o reflexo na inflação.

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