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Carlos Ghosn, da Nissan e Renault, aposta na venda de carros elétricos

"Quero apoiar a vontade do primeiro-ministro Tshering Tobgay de implantar veículos elétricos", disse o CEO das montadoras

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postado em 21/02/2014 12:28

France Presse

O CEO das montadoras Nissan e Renault, Carlos Ghosn, assegurou nesta sexta-feira à AFP que as vendas de veículos elétricos continuam a aumentar, apesar de um início mais lento do que o previsto, depois da assinatura pela Nissan de um acordo com o Butão.

Conhecido no exterior por seu curios Índice da Felicidade Nacional Bruta, o Butão apostou nos veículos elétricos com o apoio da Nissan.

Situado entre a China e a Índia, este pequeno reino himalaio quer ser converter em uma nação pioneira dos carros elétricos, já que obtém boa parte de suas divisas estrangeiras da venda à Índia de eletricidade produzida em suas quatro hidroelétricas, com uma capacidade acumulada de 1.400 megawatts, o equivalente a um reator nuclear de grande potência.

AFP: Por que vir para o Butão, onde o mercado ainda é insipiente?

Ghosn:
Quero apoiar a vontade do primeiro-ministro Tshering Tobgay de implantar veículos elétricos. Este país diz 'o futuro são os veículos elétricos, quero basear meu transporte neste sistema para preservar o meu ambiente'. Isto é importante porque é o primeiro país que diz isso claramente, e que implementa leis, regulamentos, a tributação necessária para fazer com que funcione. Queremos incentivar essa política, que consiste desde o início dizer: antes do meu desenvolvimento, faço a escolha certa pelos veículos elétricos.

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Ele tem tudo para ter sucesso, porque ele gera energia elétrica através de hidrelétricas e, portanto, não emite CO2. Ele não quer importar petróleo, porque está preocupado com a sua balança de pagamentos. Esta é uma vitrine global, mas é também um negócio: primeiramente, os veículos oficiais, os táxis, as famílias ricas. Começaremos com este nicho, mas o Butão irá se desenvolver: estamos falando de centenas de carros, mas eu espero que haja alguns milhares em pouco tempo.

AFP: As vendas globais de veículos elétricos não decolaram tão rapidamente quanto o esperado. O que te faz ter confiança?

Ghosn: Tínhamos fixado 1,5 milhões de unidades vendidas no total, para a Renault e Nissan até 2016, aumentamos este período até 2020. Nós todos admitimos que o ritmo de crescimento das vendas é mais lento do que se pensava anteriormente, mas os números continuam a subir. Passamos os 100.000 e chegamos a uma taxa de quase 60 mil por ano. Por parte da Renault, o volume de vendas do modelo Zoe vai aumentar em 2014. Tudo está relacionado ao desenvolvimento de infra-estruturas, mas os concorrentes começam a chegar, e esse é um sinal que nunca falha.

AFP: As novas sinergias anunciadas entre a Renault e a Nissan prenunciam uma integração das duas empresas?

Ghosn: Estas sinergias permitem manter as marcas e culturas intactas e muito distintas, as empresas independentes. E não paramos por aí, mas é uma lógica de desenvolvimento de sinergias e não de integração. As marcas estão de fato intimamente ligadas a seu país de origem, com uma forte identidade japonesa e uma forte identidade francesa, e também relacionada à presença local. O objetivo é gerar 4,3 bilhões de euros em sinergias em 2016. Em 2013, estima-se que atingimos 2,8 bilhões.

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