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Papa cria Secretaria da Economia para coordenar gestão do Vaticano

Esta é a primeira medida importante que Francisco toma para reformar a Cúria

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postado em 24/02/2014 10:11 / atualizado em 24/02/2014 11:04

France Presse

Cidade Vaticano - O papa Francisco anunciou nesta segunda-feira (24/2) a criação de uma Secretaria da Economia para coordenar a "gestão financeira e administrativa do Vaticano e da Santa Sé", indica um comunicado oficial. Trata-se da primeira medida importante que o pontífice latino toma para reformar a Cúria romana depois de uma série de escândalos e intrigas na gestão das finanças da Santa Sé.

Claudio Peri/Reuters

"A nova secretaria terá a autoridades sobre todas as atividades econômicas e administrativas da Santa Sé e da Cidade do Vaticano", afirma a nota. O ministério estará a cargo do cardeal australiano George Pell, arcebispo da Austrália, um dos purpurados que faz parte do G-8, o grupo de assessores do papa que estuda a reforma do governo da Igreja e de sua controvertida administração central.

A Secretaria de Economia contará com 15 membros - oito padres e sete laicos - de várias nacionalidades e renomados especialistas em finanças, segundo o comunicado. O papa tomou esta decisão através de um "motu próprio", documento assinado de próprio punho e letra pelo pontífice, que será publicado pelo L'Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, informou o porta-voz padre Federico Lombardi.

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A criação da secretária foi decidida também por recomendação de uma comissão de 15 cardeais, que examinaram "os problemas organizacionais e econômicos" do Vaticano depois de uma série de escândalos de corrupção e abuso de poder nas finanças da Santa Sé. O Instituto de Obras para a Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano, questionado pela lavagem de dinheiro e intrigas internas, ficará a cargo da nova secretaria, o que constitui uma espécie de terremoto na gestão das finanças da Igreja.

O prefeito da Secretaria de Economia, o cardeal Pell, iniciará suas tarefas o mais rápido possível, segundo a nota. A decisão do papa foi tomada ao fim do primeiro consistório ou assembleia de cardeais de todo o mundo e a proclamação dos primeiros 19 cardeais do pontificado de Francisco, inaugurado em 13 de março de 2013.

Na ocasião, o papa pediu aos novos cardeais que aspirem a santidade e evitem os "comportamentos próprios de uma corte", como "as intrigas, a fofoca, os favoritismos, as preferências". "Um cardeal entra na Igreja de Roma, não entra em uma corte", advertiu Francisco em uma missa celebrada na basílica de São Pedro, ao lado dos novos cardeais, os primeiros nomeados em seu pontificado, incluindo o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.
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