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Ameaça de recessão paira sobre o governo Dilma e anima oposição

IBGE divulga hoje o desempenho da economia no quarto trimestre e em 2013

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postado em 27/02/2014 08:37

Deco Bancillon , Victor Martins

Com o fantasma da recessão rodando o país, todas as atenções do mercado e do governo estão voltadas, hoje, para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e do ano de 2013, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de que a economia tenha avançado 0,3% entre outubro e dezembro e 2,2% ao longo do ano. “Há muito tempo um anúncio de PIB não causava tanto frisson no Palácio do Planalto. Todos estão temerosos de que o IBGE carimbe o país com a recessão, o que será um desastre para a imagem do governo, que, lentamente, vem tentando reconstruir sua credibilidade com os investidores”, disse um assessor da presidente Dilma Rousseff.

Gustavo Moreno/CB/DA Press


Oficialmente, o governo descarta a recessão, caracterizada por dois trimestres seguidos de queda do PIB — entre julho e setembro do ano passado, houve queda de 0,5%. Mas, nos bastidores, técnicos da equipe econômica chamam a atenção para o risco de que a piora do crescimento da atividade — ainda que não se configure numa recessão — possa contaminar o debate político em um ano de eleições presidenciais.

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Esse é o motivo pelo qual o Planalto viu com bons olhos a redução no ritmo de ajuste nos juros básicos da economia (Selic) pelo Banco Central. Taxas ainda mais altas agora, afirmou a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, significaria a piora do PIB. “A política monetária machuca mais os investimentos do que o consumo, e isso é um risco para o crescimento da economia a longo prazo”, explicou. Aperto monetário mais elevado também implicaria entraves à retomada de um dos principais motores do crescimento, a indústria, que anda cambaleante. Em dezembro de 2013, a produção industrial despencou 3,5%, um resultado que deixou surpresos tanto o governo quanto o mercado financeiro.

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