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Especialistas acham que governo está escondendo riscos de racionamento

Especialistas e empresários acusam o governo de não agir com transparência. Para ministro, situação é confortável

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postado em 01/03/2014 08:00

Sílvio Ribas

A falta de transparência do governo em lidar com a atual crise energética — provocada pelo declínio do nível dos reservatórios de hidrelétricas em pleno período chuvoso e pelo avanço do consumo, embalado pelas altas temperaturas em todo o país — está testando os nervos de empresários e de autoridades do setor. As seguidas posturas evasivas do Palácio do Planalto em relação ao crescente estresse do Sistema Interligado Nacional (SIN) começaram a alimentar o temor de que um racionamento nos moldes do adotado pelo país em 2001 seja anunciado logo após as eleições.


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Apesar dos impedimentos fiscais para arcar com a disparada do custo da eletricidade, puxado pelo uso intensivo da caríssima geração térmica, e dos alertas do Operador Nacional do Sistema (ONS) sobre os volumes escassos de chuvas, o governo insiste em colocar nas mãos de São Pedro a saída para driblar o colapso nos próximos meses. Mas a expectativa oficial de reforço no fluxo dos rios do Sudeste e do Centro-Oeste ainda não se confirmou.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) estima que as chuvas de março no Sudeste e Centro-Oeste, principais regiões para abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, devem representar 67% da média histórica para o mês. O ponto de equilíbrio seria 76%. É nesse contexto que algumas associações do setor elétrico estão preparando uma carta a ser entregue ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na qual expressam suas preocupações quanto à situação das hidrelétricas e da garantia de abastecimento de energia. O governo admite risco de 5,7% de racionamento, enquanto analistas veem de 15% a 20% de possibilidade de a população ser obrigada a economizar luz.

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