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Brasil responde de forma robusta queda de nota, aponta Banco Central Segundo o BC, "essa resposta combina austeridade na condução da política macroeconômica, flexibilidade cambial e utilização dos colchões de proteção acumulados ao longo do tempo"

Agência Brasil

Publicação: 25/03/2014 11:04 Atualização:

O Brasil tem respondido de forma clássica e robusta aos desafios do cenário internacional, avaliou o Banco Central (BC), em reposta à redução da nota da economia brasileira pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). “Independentemente da avaliação da agência de rating Standard & Poors, que reclassificou o risco do País, o Brasil tem respondido e continuará respondendo de forma clássica e robusta aos desafios que se colocam no novo quadro internacional”, diz o BC, em nota.

O BC acrescenta que “essa resposta combina austeridade na condução da política macroeconômica, flexibilidade cambial e utilização dos colchões de proteção acumulados ao longo do tempo (reservas de liquidez) para suavizar os movimentos nos preços dos ativos”. Com isso, continua o BC, o Brasil encontra-se bem posicionado nesta nova fase de normalização das condições financeiras globais e tem plena capacidade de atravessá-la com segurança.

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“Com efeito, o país vem recebendo fluxos de capitais nos últimos meses que refletem em grande parte as políticas em curso. A qualidade das políticas em vigor deve manter o País bem preparado para o novo cenário internacional que se desenha”, finalizou.
Em relatório divulgado no fim da tarde de ontem (24), a agência reduziu, de BBB para BBB-, a nota soberana do país com perspectiva neutra, o que indica que a classificação não será rebaixada nos próximos meses.

Em comunicado, a agência informou que a dívida geral do governo brasileiro – indicador usado em comparações internacionais – é alta e que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) é baixo, devendo ficar em 1,8% em 2014 e 2% em 2015. Segundo a S&P, o governo dá sinais mistos em relação aos gastos em ano de eleição e existe pouca confiança no ambiente de negócios que se reflete em perspectivas mornas para os investimentos do setor privado. Além disso, o endividamento maior da população deve fazer o consumo crescer menos.

Em junho do ano passado, a agência de classificação tinha indicado que poderia cortar a nota do Brasil por causa do baixo crescimento da economia e da redução do esforço fiscal. Apesar do rebaixamento, o país ainda está na categoria de grau de investimento, que indica baixa probabilidade de calote na dívida pública. A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. O Ministério da Fazenda ainda não se manifestou sobre o rebaixamento.

As agências de classificação de risco fornecem notas que servem de parâmetro para a credibilidade de governos e empresas no mercado financeiro. Essas agências, no entanto, foram criticadas em 2008 por terem dado notas altas para as operações de venda de créditos imobiliários nos Estados Unidos que entraram em colapso e desencadearam uma crise econômica global. Em fevereiro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação contra a Standard & Poor's por suspeita de fraude na classificação de produtos hipotecários.

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