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Dilma provoca estragos nas áreas de petróleo, de álcool e de eletricidade Essa crise, cada vez mais evidente, tem gerado impactos crescentes na saúde fiscal da União, na balança comercial e nas projeções de crescimento econômico do país

Sílvio Ribas

Publicação: 31/03/2014 06:00 Atualização:

 (AFP PHOTO / Evaristo Sa )

A economista Dilma Rousseff fez carreira política e ganhou fama de gestora pública ferrenha ao se apresentar como especialista no planejamento do setor energético. Alçada, em 2011, à Presidência da República, ela assiste agora, no último ano de seu mandato, a uma consolidação de turbulências simultâneas nas áreas de eletricidade, petróleo e etanol, provocadas por suas decisões polêmicas, algumas tomadas ainda quando era ministra de Minas e Energia e, depois, da Casa Civil. Essa crise, cada vez mais evidente, tem gerado impactos crescentes na saúde fiscal da União, na balança comercial e nas projeções de crescimento econômico do país.

O quadro de estresse no setor preferido da presidente (veja quadro) reúne nós difíceis de desatar. Numa das pontas, ecoam a ameaça crescente de um racionamento de energia e o fato de as distribuidoras de eletricidade dependerem cada vez mais de mesadas do Tesouro Nacional para não quebrarem. Na outra, estão os preços defasados dos combustíveis, que, além de minarem o caixa da Petrobras, estão estraçalhando as contas externas do país. Para completar, há o desarranjo do complexo sucroalcooleiro, com usinas que acreditaram na promessa de renovação da matriz energética brasileira, investiram pesado apostando no aumento do consumo que não veio e, agora, só contabilizam prejuízos. A situação é tão preocupante nesse segmento que, em nenhum estado do país, é mais vantajoso abastecer o carro com álcool.

O problema para o consumidor, ao menos por enquanto, não é a falta de energia, mas sim o aumento no
valor da conta a ser paga”
Fábio Luiz Cuberos, diretor da Safira Energia


“O que estamos assistindo é a coroação de medidas equivocadas, tomadas de forma voluntarista, sem ouvir os agentes do ramo. O problema é que a fatura dos estragos está sendo compartilhada com toda a sociedade”, observa um executivo da área de açúcar e álcool, elo mais frágil da matriz energética, imprensado pela indústria petroleira e pela geração elétrica. Depois de pedidos reiterados de socorro federal, o conjunto estratégico de usinas de etanol do país — concentradas no Triângulo Mineiro, em Goiás e no oeste de São Paulo — começa a dar marcha a ré ao ousado processo de resistência energética do país, iniciado em 1975 com o Proálcool. Tudo porque o governo insiste em obrigar a Petrobras a vender gasolina importada por preços irreais.

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Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Rogério Galhardi
Enquanto não houver uma intervenção efetiva do governo no mercado de combustíveis, só veremos mais do mesmo: os revendedores do ramo, muito espertamente, sempre trabalham com o preço do álcool levemente acima do marco considerado como 'divisor de águas' pelos especialistas (antes, 0,7, e, agora, 0,8) | Denuncie |

Autor: Francisco das Chagas Nunes
Alguém pode me dizer em que setor da nossa economia essa mulher ainda não causou estragos? | Denuncie |

Autor: Francisco Fe
ué? todo mundo reclama que a nossa gasolina é a mais cara do mundo (não é), e a noticia fala que o preço está defasado, vamos entrar num acordo, tá caro? ou tá defasado? os dois é que não pode. | Denuncie |

Autor: Josemar Soares Freire Freire
O comentário realizado pelo Lulinha, sobre a presidenta de que, ela, não deixa o time jogar, é verdadeiro, nossa economia segundo análise de Economistas, os preços de combustível, e energético estão defasados, com objetivos eleitorais, tudo é válido para se reeleger. | Denuncie |

Autor: José Ferreira Ferreira
Esses governantes fazem esses pseudos investimentos e no final quem tem que pagar esses estragos somos nós, que não temos para onde correr. Até agora eu não entendi porque o governo comprou uma refinaria arcaica, principalmente nos estados unidos, que não geram empregos para os brasileiros. | Denuncie |

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