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Rebaixamento de nota do Brasil não fez efeito no país, diz Guido Mantega

Nota foi totalmente descartada pelos mercados, segundo o ministro da Fazenda

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postado em 02/04/2014 10:06 / atualizado em 02/04/2014 13:59

Bárbara Nascimento

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o rebaixamento da economia brasileira pela agência de classificação de risco Standard&Poors (S&P) não trouxe nenhum efeito para o país. Segundo ele, na semana em que houve “esse suposto rebaixamento”, a bolsa subiu, os juros caíram no mercado futuro e o real se valorizou frente ao dólar. O chefe da pasta deu entrevista no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta manhã.

“Essa nota foi totalmente descartada pelos mercados, ninguém olhou para isso. Os investidores externos estão entrando”, afirmou. “Essa agência de rating foi aquela que rebaixou os Estados Unidos há alguns anos. Também não deu em nada”, completou. Ele completou ainda que a desconfiança externa é em relação a todos os emergentes e não somente com o Brasil.

	Ed Alves/CB/D.A Press


Mantega confirmou ainda que deve ser anunciado, nos próximos dias, um novo reajuste na energia elétrica. O aumento deve variar de acordo com a empresa. “Nós teremos sim algum ajuste maior na energia elétrica por causa do regime de secas. Um pouco desse aumento deve passar para o consumidor, mas nós estamos mitigando isso, o governo federal está passando imediatamente R$ 4 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)”, afirmou.

O ministro cita a seca também para explicar o aumento da inflação em certos setores, como os alimentos, mas garante que o governo mantém a inflação sob controle. “Quando digo que governo controla a inflação, isso significa não deixar passar do limite. Mas é claro que existe elevação todo ano, a questão é não deixar ultrapassar determinados limites”, comentou. “Nós nunca passamos dos 6,5%, dentro da meta estabelecida. É claro que tem fatores sazonais como, neste ano, a seca. Você tem o tomate, a batata, que neste momento está subindo um pouco, mas é passageiro”, completou.

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Críticas

Ele rebate ainda o argumento de que a política de estímulo ao consumo do governo estaria esgotada, segundo acreditam alguns economistas. Mantega afirmou que a atual política econômica prioriza o investimento, que cresceu mais do que o consumo no ano passado (6,5% frente cerca de 3%).

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