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Argentina: sindicalistas suspendem bloqueios nas ruas mas greve continua

Ruas da capital e de outras grandes cidades do país estavam repletas de lixo por causa da paralisação dos funcionários da limpeza pública

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postado em 10/04/2014 18:07

France Presse

Daniel Garcia/AFP photo

Buenos Aires - Sindicalistas e manifestantes argentinos suspenderam nesta quinta-feira (10/4) à tarde vários bloqueios nos acessos a Buenos Aires montados durante uma greve de 24 horas contra a política econômica do governo da presidente Cristina Kirchner.

Os piquetes nas ruas foram realizados por grupos mais radicais de esquerda que impediram a circulação em diferentes acessos da periferia da capital. Além dos bloqueios, a paralisação nos transportes públicos também reforçou a greve geral convocada pelas cinco centrais sindicais.

A esquerda quis se diferenciar da liderança sindical peronista que convocou a greve geral, mas sem mobilização, e rejeitou a metodologia dos bloqueios das vias. Desde o amanhecer, mais de 100 estudantes e professores com bandeiras e cartazes bloquearam a movimentada avenida Córdoba, em frente à Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires.

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"Isso não é perder tempo. É mais importante estar aqui do que perder uma aula. Isso se recupera", disse a estudante de Medicina Jacqueline Jurado.

As ruas da capital e de outras grandes cidades do país estavam repletas de lixo por causa da paralisação dos funcionários da limpeza pública.

Em um dia parecido com um domingo, pelo menos 50% dos estabelecimentos comerciais preferiram fechar suas portas. Os que continuaram abertos estavam vazios. Grandes redes de farmácias, fast-food, supermercados e lojas de acessórios femininos funcionaram, já que o Sindicato dos Empregados do Comércio não aderiu à medida.

Como aconteceu em todas as estações ferroviárias, o enorme terminal de Retiro, aonde milhares de pessoas chegam todos os dias da periferia norte de Buenos Aires, estava vazio e sujo, protegido por dezenas de policiais.

Apesar da paralisação de metrôs, ônibus e trens, algumas empresas ameaçaram descontar o dia dos funcionários faltosos.

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