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Inflação de alimentos volta a acelerar e atormenta as famílias Comida e bebida respondem por mais de metade da alta do custo de vida em abril. Preços aumentam 6,19% em 12 meses, distanciando-se ainda mais da meta de 4,5%

Deco Bancillon

Publicação: 18/04/2014 06:00 Atualização: 17/04/2014 22:11

A batata foi a maior vilã do mês, ao subir, em média, 26,96%  (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
A batata foi a maior vilã do mês, ao subir, em média, 26,96%


A inflação voltou a acelerar em abril, um sinal de que nem mesmo um ano consecutivo de elevações na taxa básica de juros (Selic) foi suficiente para derrubar a escalada dos preços. O custo de vida acumulado em 12 meses subiu de 5,90%, em março, para 6,19% em abril, distanciando-se ainda mais do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. Há quatro anos consecutivos, essa taxa não é alcançada, e, a julgar pelos números recentes da economia, é pouco provável que a alta dos preços fique abaixo de 6% no ano em que a presidente Dilma Rousseff deverá tentar a reeleição.

Entre março e abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, avançou de 0,73% para 0,78%. A expectativa do mercado financeiro, no entanto, era de uma variação ainda maior, de 0,80%, puxada, principalmente, pelos preços ainda salgados de alimentos in natura.

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De fato, o grupo alimentação e bebidas exerceu a maior pressão sobre a inflação em abril, respondendo por 57% da alta do IPCA-15. Foram os casos do leite e do tomate, que registraram altas de 5,70% e de 14,80%, respectivamente. O brasileiro que foi ao supermercado também se surpreendeu com o preço da batata, que ficou, em média, 26,96% mais cara. A escalada não assustou só o consumidor, mas também o governo.

Responsável por controlar a carestia, o Banco Central já havia alertado para os riscos de um possível choque de preços dos alimentos. Mas, em declarações recentes, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, deu a entender que mesmo ele foi surpreendido com a elevação do custo de vida, ao mencionar que “a inflação tem se mostrado mais resistente do que se imaginava”.

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