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Aneel autoriza novos reajustes na energia, e aumento deve se repetir Novos reajustes autorizados a concessionárias pela Aneel ultrapassam a marca de 20% e confirmam uma tendência para este e o próximo ano. Governo evita anunciar medidas para conter demanda e volta a negar risco de racionamento

Simone Kafruni

Publicação: 07/05/2014 06:00 Atualização: 07/05/2014 09:10

Os reajustes nas contas de luz em percentuais acima da média dos últimos anos chegaram ontem a mais 1,5 milhão de consumidores. Desde janeiro, o total de afetados pela escalada nos preços da eletricidade já soma 32 milhões e essa onda mal começou. Das 64 distribuidoras com reajustes anuais programados, apenas 22 tiveram aumentos autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Faltam ainda outras 42, entre elas a Companhia de Energia de Brasília (CEB), em agosto.

No geral, os aumentos alcançam a marca de 20%, anulando o desconto médio anunciado pelo governo em 2012, quando novas regras foram adotadas para forçar a redução de custos do setor. Para piorar, a crise de abastecimento energético vai empurrar para 2015 um cenário ainda pior para os clientes das concessionárias, pois os reservatórios das hidrelétricas estão em baixa e as medidas tomadas para cobrir os rombos financeiros do setor irão direto para o bolso dos consumidores.

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Ontem, foram aprovados reajustes de até 21% para a tarifa de quatro distribuidoras que atendem cidades do interior de São Paulo e do sul de Minas Gerais. Os aumentos começam a valer no sábado. Também foram liberados aumentos para a Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul), que entram em vigor, de forma retroativa, a partir do dia 8 de abril para 909 mil consumidores.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, ressaltou ontem que vários reajustes estão programados até o fim do ano, mas “cada um tem peso diferente”. “Na Enersul, por exemplo, foi de 9,4%, mas em outros chega perto de 20%. Tudo depende do tipo de contratação de cada concessionária”, sublinhou. Ele observou ainda que a exposição das companhias ao mercado à vista, com energia mais cara, foi reduzida graças ao recente leilão emergencial e à entrada em operação de usinas. “Era de 3,3 mil megawatts (MW) médios na perspectiva anual. De maio a dezembro, esse número recuou para 2,5 mil MW médios”, disse.

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Autor: Frederico Melo
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