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Candidatos travam um duelo entre política social e ajuste fiscal

Presidenciáveis sinalizam com a continuidade dos aumentos reais do salário mínimo e a ampliação de programas como o Bolsa Família. Mas economistas chamam a atenção para o impacto das medidas nas contas públicas, que dificulta o crescimento do PIB

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postado em 25/05/2014 08:00

Deco Bancillon , Célia Perrone

Os brasileiros que vão às urnas em outubro terão a oportunidade de influenciar na escolha das políticas sociais do país pelos próximos quatro anos. A resistência do eleitor a mudanças nessa área se reflete nas intenções que os pré-candidatos vêm demonstrando até agora. A presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) sinalizam com novos aumentos do salário mínimo acima da inflação, mesmo sem ser claros quanto à regra a ser adotada.

No caso do Bolsa Família, Aécio e Campos falam de propostas, ainda não fechadas, de ampliação. “Temos de pensar que o pai e a mãe precisam se qualificar. Uma possibilidade é ter uma poupança para isso”, afirma o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), coordenador do núcleo social do partido. Campos tem afirmado em entrevistas que é necessário aumentar o número de beneficiários do Bolsa Família entre os que já integram o cadastro único. “Tem pessoas que deveriam estar incorporadas.” O PT discutirá, em reunião nesta semana, o programa de governo a ser proposto na eleição.

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O problema apontado por economistas, porém, é que o impacto fiscal das políticas é expressivo. Se elas forem ampliadas, isso tende a tornar mais difícil o controle da inflação e a elevação de investimentos em infraestrutura, dois pontos considerados indispensáveis para que a economia brasileira cresça a taxas mais robustas do que as atuais.

Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press


Equilíbrio ajuda renda

O fator que mais contribui para a redução da desigualdade, nota o representante adjunto para o Brasil do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Arnaud Peral, é o equilíbrio macroeconômico, combinado com uma política fiscal adequada. “Os países que tiveram sucesso na redução da pobreza fizeram uma combinação de políticas de geração de emprego aliadas a uma melhor distribuição de renda, por meio de políticas fiscais corretas”, conta.

É uma crítica endossada pela diarista Valdeci Francisca de Almeida, 47 anos. Ela própria já recebeu cesta básica e ajuda de custo para comprar material escolar para os filhos. Mas, à medida que começou a ganhar mais dinheiro como diarista, viu que não precisaria mais do benefício. Há seis anos, quando chegou à fila do cadastro do Bolsa Família, viu mães com filhos no colo e lembrou-se de que ela já não tinha mais necessidade do complemento de renda. Então decidiu dar a vez para quem estivesse em situação pior que a dela.

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