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Confiante nas reformas, mercado europeu começa a semana em alta

O euro e a libra esterlina se estabilizaram nesta segunda-feira

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postado em 26/05/2014 17:28

France Presse

Paris - A Itália levantou os mercados europeus nesta segunda-feira (26/5), em uma forte reação às eleições do Parlamento do velho continente, que colocaram os conservadores em posição de liderança, e que deram impulso às forças anti-UE na França e no Reino Unido. O euro e a libra esterlina se estabilizaram nesta segunda-feira, apesar do avanço nacionalista nas eleições europeias e com a confirmação dos negociadores sobre a continuidade das reformas econômicas.

O clima também parecia tranquilo no mercado em que países da Zona Euro contraem empréstimos para financiar suas dívidas. Houve forte demanda de investidores por compra de títulos emitidos por países do sul da Europa, que sofreram com abalos nas finanças e com as dificuldades em reformas, mas que agora demonstram recuperação econômica.

"O Parlamento Europeu não vai mudar muito (em sua composição). Houve um recado anti-União Europeia, sobretudo na França e na Grécia, mas esse não foi o caso no restante da Europa, e o mercado considera o contexto geral", comentou o analista Nordine Naam, em Paris. O euro, que abriu com leve baixa afetado pelos dados pouco animadores da economia alemã na última sexta-feira, encerrou nos 1,3652 dólares, alta em comparação aos 1,3632 de sexta-feira. O euro também registrou alta em relação ao iene, fechando a 139,05 ienes, de 138,91 no final da semana passada.

Já o dólar se estabilizou nos 101,85 ienes, em comparação aos 101,91 ienes da última sexta-feira. A Bolsa em Londres não funcionou hoje em razão do feriado nacional, mas a Itália levou as bolsas para cima em uma reação positiva às eleições gerais. O FTSE, de Milão, teve alta de 3,61%, a 21,494 pontos, liderado pelas ações de bancos.

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De acordo com os negociadores, o bom resultado foi impulsionado pelo resultado inesperado nas eleições de domingo, em que o Partido Democrata do primeiro-ministro reformista Matteo Renzi ganhou força. Em Frankfurt, o DAX 30 bateu novo recorde, avançando 1,28%, a 9.892,82 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, subiu 0,75%, fechando a 4.526,93 pontos. No mercado de títulos, o bônus da Itália a 10 anos caiu 2,98%, de 3,155%, enquanto o bônus espanhol caiu para 2,894%, de 2,986%.

Reformas 'devem continuar'

"Os partidos eurocéticos são os grandes vencedores e suas vitórias na França e no Reino Unido enfraquecem a Europa como um todo", afirmaram analistas do Credit Mutuel CIC. "No entanto, os partidos tradicionais garantiram uma clara maioria no parlamento, o que deve garantir a continuidade das reformas." Investidores também consideram positiva a vitória do magnata pró-Ocidente Petro Poroshenko na eleição da Ucrânia.

Reformas e rigidez orçamentária nas finanças públicas em resposta à crise da dívida na Zona do Euro, imigração, concorrência do exterior e o poder exercido pelas autoridades da União Europeia foram os principais temas debatidos nas campanhas dos 28 países do bloco. Isso levou analistas a advertirem que, se as forças de extrema direita, de extrema esquerda ou nacionalistas ganhassem força, o processo de reformas do pós-crise poderia ficar comprometido.

No banco Berenberg, o economista Holger Schmieding comentou que as eleições gerais europeias apresentaram resultados mistos, "com boas e más notícias para um mercado mais ou menos equilibrado, de acordo com as projeções do resultado final". Os resultados na França, considerada "a doente da Europa", podem dificultar a vida do primeiro-ministro reformista francês Manuel Valls "em uma agenda de corte de gastos para aliviar a carga fiscal que prejudica a economia francesa". "Mas não esperamos uma queda do governo", disse Schmieding.

Para o analista, "seria mais provável que Valls consiga aprovar reformas com o apoio de partidos de centro e até mesmo da centro-direita". Schmieding também afirmou que, no Reino Unido, o recém-chegado partido de independência UKIP poderá ir pior nas eleições do ano que vem, que a grande questão é o efeito do avanço deste partido em um movimento mais pró-Europa por parte da Escócia, que realiza em setembro um referendo para romper com o Reino Unido.

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