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Economia brasileira cresce 0,2% no primeiro trimestre deste ano

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB teve alta de 1,9%

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postado em 30/05/2014 09:10 / atualizado em 30/05/2014 11:04

Vicente Nunes /Correio Braziliense

O Produto Interno Bruto cresceu apenas 0,2% em relação aos últimos três meses de 2013. O resultado ficou quase no piso das expectativas do mercado financeiro e decepcionou governo, que apostava em um início de ano mais forte. Pelas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB somou 1,2 trilhão entre janeiro e março. As famílias consumiram R$ 788,6 bilhões.

O resultado do PIB do primeiro trimestre só não foi pior graças aumento de 0,7% do consumo do governo e ao desempenho do setor agropecuário, com avanço de 3,6%. O que mais chamou a atenção de especialistas foi a queda de 0,1% no consumo das famílias, que vinha sustentando o crescimento a vários trimestres. Os gastos dos lares foram afetados principalmente pela inflação alta e pela elevação dos juros do crediário.



Segundo revisão do IBGE, a economia brasileira cresceu 2,5% no ano passado, em vez dos 2,3% divulgados anteriormente. As revisões de indicadores econômicos são comuns no IBGE, uma vez que novos cálculos são feitos sempre que chegam dados mais completos. No caso específico do PIB, a revisão também considerou a reformulação da pesquisa Produção Industrial Mensal-Produção Física (PIM-PF).

A economia, no último trimestre de 2013, cresceu 0,4% e não 0,7%, na comparação com o período anterior. Já na comparação com o mesmo trimestre de 2012, o crescimento foi 2,2%, em vez do 1,9% divulgado anteriormente.


A indústria também decepcionou, com queda de 0,8%, assim como os investimentos, que desabaram 2,1%. Na opinião dos economistas, o Banco Central (BC) levou em consideração esse fraco desempenho da economia para interromper o processo de alta da taxa básica de juros (Selic) da última quarta-feira (28/5).

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As expectativas para os próximos trimestres são preocupantes, pois não se espera grande retomada no consumo das famílias nem dos investimentos produtivos, uma vez que a confiança de consumidores e emprsarios vem diminuindo sistematicamente.

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