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Agricultura evita queda do PIB no trimestre, segundo avaliação do IBGE A indústria, por sua vez, teve um recuo de 0,8%, no mesmo período

Rosana Hessel

Publicação: 30/05/2014 10:14 Atualização: 30/05/2014 12:14

O setor agrário ajudou a evitar uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2014. O indicador que mede tudo o que é produzido pelo país avançou 0,2% de janeiro a março em relação ao último trimestre de 2013, somando R$ 1,2 trilhão. Economistas ouvidos pelo Correio estimavam uma alta de 0,1% a 0,5% no período.

A produção agropecuária cresceu 3,6% na mesma base de comparação trimestral, a maior entre os setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta sexta-feira (30/05). Algodão, soja e arroz foram os destaques, com altas de 23,5%, 6,3% e 7,7%, respectivamente. Em relação ao primeiro trimestre de 2013, a alta foi de 2,8%.

O setor de serviços avançou 2% no trimestre em relação ao mesmo perído de 2013, sendo que as áreas de tecnologia da informação e transportes e armazenagem  são as que mais se expandiram.

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A indústria, por sua vez, teve um recuo de 0,8%, no primeiro trimestre de 2014 em relação ao último trimestre de 2013. A construção civil caiu 0,9% e as manufaturas escorregaram 0,5% nesse período.

O consumo das famílias, principal motor para o PIB no passado, também teve desempenho negativo: 0,1%. É a primeira desde o terceiro trimestre de 2001, quando este indicador foi negativo em 0,3%. Os gastos da administração pública, apesar do aumento 0,7% no trimestre, registrou um recuo com a alta de 0,9% nos três últimos meses de 2013, dando sinais claros de desaceleração.

Os maiores tombos foram do investimento, de 2,1%, e das exportações, de 3,3%. Esses dados consideram a revisão da metodologia da produção industrial, e, com isso, a alta do PIB em 2013 passou de 2,3% para 2,5%. No entanto, o resultado do primeiro trimestre acumulado em 12 meses é de uma expansão de 1,9%, comprovando a perda de fôlego da economia brasileira no ano da Copa do Mundo e das eleições. A previsão do mercado, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central, é que o PIB deste ano avance apenas 1,63%.

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