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Comissão Ecomômica registra que fluxo de IED no Brasil recuou 2% Esse desempenho ficou acima dos 5% registrados em toda a América Latina, que recebeu US$ 184,9 bilhões em 2013

Rosana Hessel

Publicação: 30/05/2014 15:35 Atualização:

Apesar de receber o maior volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) — US$ 64 bilhões, ou 35% do bolo —, o Brasil ficou entre os que tiveram queda no fluxo. O recuo em 2013 foi de 2% em relação aos US$ 65,3 bilhões registrados no ano anterior, conforme dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgados ontem.

A Argentina, por exemplo, teve uma retração superior na corrente de IED, que encolheu 25%, para US$ 9,1 bilhões, em igual período. O Chile registrou uma retração maior ainda, de 29%, para US$ 20,2 bilhões, e o para o Peru, caiu 17%, para US$ 10,2 bilhões. Por outro lado, o México foi o país que registrou o melhor desempenho computado pela Cepal. Um salto de 117% nos valores de investimentos externos no país, para US$ 38,3 bilhões em 2013.

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Esse desempenho ficou acima dos 5% registrados em toda a América Latina, que recebeu US$ 184,9 bilhões em 2013. De acordo com a Cepal, esse volume é o maior da história. A entidade informa que 60% dos investimentos estrangeiros foram para fábricas novas, mas geração de emprego representou só 5% do total de postos criados na região.

A secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, destacou que a perda de rentabilidade média dos investimentos na região vem caindo, principalmente, nas economias com grandes reservas minerais, como Peru, Chile e Brasil, e isso refletiu na queda do fluxo de IED nesses países .
“Isso mostra que os investimentos realizados nos setor de mineração foram absorvidos e a recente desvalorização dos preços das commodities arrefeceu os ânimos para novos gastos”, explicou o diretor da Cepal no Brasil, Carlos Mussi. Ele destacou que os investimentos de empresas latinas no exterior caiu em 2013, passando de US$ 47,2 bilhões, em 2012, para US$ 31,6 bilhões em 2013.

México e Chile foram os que mais apostaram fora de seu território. Juntos, investiram US$ 44,7 bilhões. Já o Brasil, fez o contrário. Vendeu US$ 2,8 bilhões de ativos no exterior, sobretudo, de Vale e de Petrobras.

Menos atraente
Apesar de ser o destino do maior volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) na América Latina, o Brasil ficou entre os países que tiveram queda no fluxo


Movimento (Em US$ bilhões)

País 2012 2013 variação em %
Argentina 12,116 9,082 -25
Brasil 65,272 64,046 -2
Chile 28,542 20,258 -29
Colômbia 15,529 16,772 8
Peru 12,240 10,172 -17
Uruguai 2,687 2,796 4
México 17,628 38,286 117%
Total 117,021 8,978 5,07

Fonte: Cepal

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