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SETOR IMOBILIÁRIO

Construtores querem pacto com o Estado

O intuito é criar mecanismos para acelerar a aprovação de projetos, a fim de reduzir gastos e diminuir os custos da obra. A burocracia eleva o preço final em pelo menos 12%. Proposta será debatida em seminário na próxima quinta-feira

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postado em 01/06/2014 15:51 / atualizado em 01/06/2014 16:13

Arthur Paganini

Arthur Paganini

 

Cerca de 150 exigências constantes de pelo menos sete decretos, seis leis distritais e duas normas técnicas são as primeiras etapas a serem vencidas para a aprovação ou visto de projeto de arquitetura de obras no Distrito Federal. No entanto, o problema não seria tão grande se o governo e as concessionárias de serviços públicos na capital não demorassem tanto para cumprir com seus papéis. É o que constata a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi), que, na próxima quinta-feira, promove a palestra O custo da burocracia no imóvel, resultado de um estudo nacional que avaliou o quanto a falta de mecanismos mais céleres pelo Estado pode encarecer as construções.

A burocracia aumenta em 12% o valor final do imóvel e o prazo de entrega sobe, em média, de 32 para 60 meses no país. Os resultados serão divulgados pelo vice-presidente da consultoria Booz & Company, Luiz Vieira, que promoveu o estudo. “Enfrentamos uma lentidão que pode encarecer alguns lançamentos no DF em até 20%. O que queremos alertar com esse evento é sobre a necessidade de um pacto de ordenamento para a construção civil trabalhar com mais dignidade em Brasília. São 4,2 milhões de m² de obras paradas em todo o DF por falta de aprovação de projetos”, diz o presidente da Ademi, Paulo Muniz. A reunião também vai contar com a participação dos presidentes do Sinduscon, Júlio César Peres, e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Sócio da construtora CCI Campolina, o engenheiro civil Danilo Campolina estima uma demora de três anos para uma única aprovação de projeto arquitetônico e mais seis meses de espera até a liberação do habite-se pelo GDF. Caso o trâmite fosse mais rápido, ele avalia que a capacidade de trabalho dobraria. “De cinco terrenos em Samambaia que adquirimos da Terracap em 2012, nenhum teve o projeto arquitetônico aprovado até hoje devido a problemas na lei sobre a taxa de permeabilidade dos lotes. Se hoje temos 60 empregados diretos, poderíamos contratar mais e gerar mais impostos se tivéssemos o retorno processual esperado”, reclama.

 

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