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Pessimismo de empresários e de consumidores deverá deixar o Natal mais caro Desaceleração da economia leva indústria e comércio a reduzir encomendas de importados para o Natal e já deixa navios de cargas ociosos. Menor disponibilidade de produtos tende a pressionar preços no segundo semestre

Deco Bancillon

Publicação: 12/06/2014 06:04 Atualização: 12/06/2014 08:17

 (Danilson Carvalho/CB/D.A. Press)


O pessimismo de empresários e de consumidores deverá deixar o Natal mais caro este ano. Diante da queda nas vendas e das expectativas pouco animadoras para o crescimento econômico ao longo de 2014, comércio e indústria já começaram a reduzir as encomendas que fariam para o fim de ano. É a partir de junho e julho que fretes internacionais são contratados para trazer ao país produtos e peças. E, com a oferta menor desses itens, os preços tendem a subir, batendo no bolso do consumidor final.

Para atender à demanda extra do segundo semestre, as transportadoras marítimas costumam elevar em até 20% a capacidade de carga para o período de julho a setembro. Mas, em 2014, além de não se requerer um navio a mais para atender as encomendas natalinas, essas empresas receiam subutilizar a frota. Uma das gigantes do setor, a dinamarquesa Maersk Line, por exemplo, está com 15% de ociosidade nas embarcações que servem ao Brasil.

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Parte significativa dessa queda nas encomendas, dizem os especialistas, se deve às tensões provocadas pelas greves de trabalhadores às vésperas da Copa do Mundo e ao temor de executivos de que protestos violentos nas capitais nos dias de jogos possam prejudicar ainda mais as vendas do varejo. “As greves e manifestações afetam negativamente a confiança dos nossos clientes. Com isso, eles acabam realizando menos encomendas de cargas”, informou o chefe de vendas da Maersk Line Brasil, Mario Veraldo.

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