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FMI pede adoção de medidas urgentes para evitar nova crise imobiliária Os preços das habitações estão acima da média histórica em países como Filipinas, China, Brasil, Austrália, Bélgica, o Canadá, Reino Unido, a Noruega e Suécia

Agência Brasil

Publicação: 12/06/2014 09:02 Atualização:

O Fundo Monetário Internacional (FMI) apelou nesta quinta-feira (12/6) à adoção de medidas urgentes para evitar nova crise imobiliária, já que os preços estão acima da média histórica em muitos países, sobretudo em emergentes como as Filipinas, a China e o Brasil.

“As ferramentas para conter os preços da habitação ainda estão sendo desenvolvidas, mas isso não é desculpa para a inércia. Os preços das casas em muito países continuam muito acima da média histórica”, disse o diretor adjunto do FMI, Min Zhu.

A advertência foi feita por Min Zhu em discurso, na semana passada, no Bundesbank (o Banco Central alemão), e que foi publicado agora pelo FMI em seu portal na internet. Para a organização, o aumento do preço das casas a partir de níveis já elevados representa uma das maiores ameaças à estabilidade da economia global.

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"A habitação é um setor essencial da economia, contudo, também é uma fonte de vulnerabilidades e crises. Portanto, ainda que a recente recuperação dos mercados imobiliários seja um bom passo, devemos permanecer atentos para evitar um novo boom insustentável", observou Min Zhu.

Segundo dados do FMI, o preço das habitações tem crescido mais rapidamente em mercados emergentes. São citados como exemplos os casos das Filipinas (com aumentos de 10% em relação ao ano anterior), da China (9%) e do Brasil (7%).

Com a recessão global, os bancos centrais reduziram as taxas de juro para mínimos históricos, o que elevou os preços das casas para níveis que, segundo o FMI, representam risco significativo para economias tão distintas como as de Hong Kong ou de Israel. Os preços das habitações estão também acima da sua média histórica em países como a Austrália, Bélgica, o Canadá, Reino Unido, a Noruega e Suécia. Nos países do Sul da Europa mais afetados pela crise verifica-se o cenário contrário: ou seja, queda no preço das habitações.

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