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Brasileiros admitem que, dentro das casa, a situação financeira melhorou Eles têm de tudo: televisão, geladeira, computador e carro na garagem. Quando abrem a porta, porém, nada do que precisam funciona, a começar pela saúde pública

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Rodolfo Costa

Publicação: 16/06/2014 08:13 Atualização:

Os brasileiros se acostumaram a viver com mais dinheiro no bolso ao longo dos últimos 10 anos. Mesmo assim, muita gente anda insatisfeita, em maior ou menor grau, com o próprio bem-estar. A explicação para o paradoxo, segundo especialistas, está sobretudo no descompasso dos ganhos no consumo e no serviço público. “O povo até que está bem da porta de casa para dentro. Mas da porta de casa para fora, a coisa piorou muito, inclusive com disparada da inflação, que está alta há muito tempo”, afirma o economista Claudio Porto, presidente da Consultoria Macroplan, usando uma imagem que se tornou o emblema das diferenças no país. Uma parte dessa frustração vira grito nos protestos. Outra segue silenciosa, mas não inerte.

O caminhoneiro Gutemberg diz que não teve oportunidade de estudar. Mas fez de tudo para dar educação à filha, Talita, e ao Neto, Gustavo (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
O caminhoneiro Gutemberg diz que não teve oportunidade de estudar. Mas fez de tudo para dar educação à filha, Talita, e ao Neto, Gustavo

Graças ao crédito farto e ao aumento da renda, as pessoas têm mais bens de consumo: geladeira, tevê e outros eletrodomésticos. Muitos conseguiram comprar computador, carro, moto e a tão sonhada casa própria. “Mas há muito automóvel na rua, e todo mundo acaba gastando mais tempo para ir ao trabalho”, diz Porto. Muita gente também passou a ter acesso a planos de saúde. “Só que a qualidade do atendimento piorou.” E com o aumento da demanda, subiram os valores da mensalidades. “Quem volta para a saúde estatal encontra uma tragédia”, frisa.

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A dona de casa Vani Nogueira, 54 anos, moradora de Samambaia, está há dois anos na fila para fazer uma cirurgia de varizes na rede pública. Foi informada de que ainda há 600 pessoas na frente dela. “O jeito será gastar R$ 6 mil para fazer num hospital particular”, avalia o marido de Vani, o caminhoneiro Gutemberg Serafim, 58, que consegue ganhar, em média, R$ 5 mil mensais transportando terra em um de seus dois caminhões — um dos quais está parado por falta de demanda. A vida poderia estar melhor, mas não está ruim. Além da casa própria, com quatro televisores de LCD, o casal tem um Chery 2011 na garagem, onde há espaço também para o carro do filho.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Marcus Borges
Um vendedor de água em sinal ganha mais do que um servidor em final de carreira no executivo. | Denuncie |

Autor: Raimunda Santos
Conheço gente que deixa o nome ficar sujo para alimentar os filhos e não são poucos. Por que melhorou não se deve castigar o milhões. Sendo assim vamos mudar para melhorar para todos. Mais de 10 anos de sofrimento é castigo suficiente. | Denuncie |

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