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Mesmo após fim da alta de juros, taxas sobem para o consumidor

Além de aumentarem as taxas para as famílias, os bancos e financeiras também ampliaram os lucros com essas operações

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postado em 25/06/2014 11:07

Deco Bancillon

Um mês após o Banco Central (BC) ter posto fim à elevação dos juros básicos da economia, as taxas cobradas do consumidor continuaram subindo. Em maio elas chegaram a 42,5% ao ano no crédito com recursos livres para pessoas físicas. É o maior valor desde dezembro de 2012. Além de aumentarem as taxas para as famílias, os bancos e financeiras também ampliaram os lucros com essas operações.

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Os spreads, que são a diferença entre o que a instituição financeira paga para captar o dinheiro e o que cobra do cliente, ampliaram-se 0,8% em maio. Em média a cada R$100 pagos pelos clientes ao banco, R$30,50 são lucro da instituição financeira. Ao aumentarem as taxas para os consumidores, mais clientes enfrentaram dificuldades para quitar suas dívidas. Em maio a inadimplência de pessoas físicas aumentou 0,2 ponto percentual chegando a 6,7% do crédito com recursos livres. É o maior resultado desde dezembro de 2013.

Parte desse calote se deve ao aumento expressivo dos juros em linhas de crédito emergenciais, como os cheque especial. Em maio a taxa média cobrada nessa modalidade chegou a 168,5% ao ano. Isso quer dizer que uma pessoa que tomasse R$ 5 mil reais no cheque especial durante um ano pagaria nada menos que R$ 8.425 reais apenas de juros ao fim do período. Em instantes, o Banco Central comentará os resultados da nota de crédito de maio.

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